Petrolífera francesa Total é a nova parceira da empresa portuguesa da Ecoslops

Petrolífera francesa Total é a nova parceira da empresa portuguesa da Ecoslops

Categoria Ambiente, Resíduos

A Ecoslops, a micro-refinaria responsável por reconverter os resíduos petrolíferos do Porto de Sines, fechou uma parceria com a francesa Total, para replicar em Marselha a tecnologia que, até agora, fazia de Sines um caso único no mundo. As duas empresas assinaram um memorando de entendimento para formar uma parceria para estudar a instalação de uma micro-refinaria na zona de La Mède, perto de Marselha. A decisão final é tomada em 2017.

Há vários meses que a Total está a estudar o caso de Sines, onde a Ecoslops chegou há cerca de um ano para instalar as tecnologias do sector e é hoje responsável pelo tratamento e reutilização dos chamados ‘slops’ – os resíduos petrolíferos acumulados pelos grandes navios – e transformação em produtos reutilizáveis.

O investimento totalizou 18 milhões de euros, com cerca de um terço de financiamento comunitário e apoiado pelo Estado português. O trabalho da Ecoslops no Porto de Sines tornou-se um ‘case study’ mundial que está a chamar a atenção de vários portos de referência mundiais, que visitaram já as instalações da refinaria em Sines para uma possível implementação da tecnologia. É o caso dos Portos do Norte da Europa, onde as conversações estão já bastante avançadas, a Costa do Marfim e Singapura.

“É um grande feito para nós porque a Total auditou a nossa tecnologia e o nosso ‘know how’ em Sines e ficaram impressionados pelo profissionalismo da nossa equipa e, mesmo sendo nós uma empresa nova, concluíram que nós trabalhamos de acordo com os melhores ‘standards’ o que, vindo de uma empresa tão respeitável como a Total, é uma prova da nossa credibilidade”, afirmou Vincent Favier, presidente-executivo da Ecoslops.

Todos os anos, a frota global de navios produz resíduos petrolíferos – ‘slops’ – que contêm resíduos de hidrocarbonetos que ficam acumulados nos tanques. A legislação internacional proíbe a descarga destes resíduos no mar e obriga a que sejam descarregados nos Portos onde, na maioria dos casos, são incinerados, sem que sejam reaproveitados. O que a Ecoslops permite é uma reutilização, transformando-os noutro tipo de produtos como gasóleo, fuelóleos e betume.