O consumo de eletricidade em Portugal aumentou 3,8% em maio, face ao mesmo mês do ano anterior, num contexto marcado por elevada produção renovável, mas também por um forte crescimento das importações.
De acordo com dados da REN, as energias renováveis asseguraram 60,7% do consumo de eletricidade, enquanto as fontes não renováveis representaram 11,3%. Já o saldo importador atingiu 28%, evidenciando uma maior dependência do exterior para satisfazer a procura nacional.
No mês em análise, a produção renovável foi liderada pela hídrica, que representou 20,1% do consumo, seguida da eólica, com 19,1%, da solar fotovoltaica, com 16,5%, e da biomassa, com 5,1%.
Maio ficou ainda marcado pelo desempenho do solar fotovoltaico, que registou a maior produção de sempre para este mês e o terceiro valor mensal mais elevado desde que há registo, apenas ultrapassado por julho e agosto do ano passado.
Ainda assim, em termos homólogos, a produção total de eletricidade renovável diminuiu 16,6%, penalizada sobretudo pela quebra acentuada da produção hidroelétrica, que recuou 42,3%. Em sentido contrário, as restantes tecnologias renováveis registaram ligeiros crescimentos.
A produção não renovável, essencialmente a partir de gás natural, caiu 27,9%, contribuindo para um aumento expressivo do saldo importador, que cresceu 355% face a maio de 2025.
Consumo de gás natural recua 11,3%
No gás natural, o consumo em Portugal diminuiu 11,3% em maio, face ao mesmo mês do ano anterior. A quebra foi mais expressiva no mercado elétrico, associado às centrais de ciclo combinado, onde o consumo caiu 31,3%, refletindo a menor utilização de gás na produção de eletricidade.
O consumo destinado ao mercado elétrico representou 24,7% do total, enquanto o mercado convencional concentrou 75,3%. Neste último segmento, a redução foi mais moderada, situando-se em 1,9%, tendo sido registado o valor mais baixo de consumo desde abril de 2025.
No que diz respeito ao abastecimento, a Nigéria reforçou a posição como principal fornecedor de gás natural a Portugal, representando 76% do total. Os Estados Unidos surgem em segundo lugar, com 24%. Maio marcou ainda o segundo mês consecutivo sem registo de fornecimento através das interligações com Espanha.








































