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Recuperação do aterro sanitário do Planalto Beirão custa 4,1 milhões de euros

A recuperação do aterro sanitário do Planalto Beirão, que sofreu danos na sequência dos incêndios de 15 de outubro, vai custar 4,1 milhões de euros, revelou ontem o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza. “O prejuízo total é de 4,1 milhões de euros e é este valor que é necessário para repor a infraestrutura em condições de funcionamento normal. O Estado vai financiar quase a totalidade do investimento da recuperação desta infraestrutura, enquanto o esforço por parte dos municípios do Planalto Beirão não ultrapassará os 5%”, explicou à agência Lusa.

No final de uma visita ao aterro sanitário do Planalto Beirão, o representante aludiu ao “conjunto muito significativo de danos” provocados pelo fogo nesta infraestrutura do concelho de Tondela, que trata anualmente 120 mil toneladas de resíduos de 19 municípios de três distritos.

“Os aterros propriamente ditos, que costumam ser cobertos por tela, arderam e ficaram a céu descoberto. O que isto tem de perigoso é que, começando a chover, a água pode infiltrar-se e escoar já contaminada”, referiu. Para evitar que isto aconteça, as obras necessárias terão “início de imediato”.

O fogo de 15 de outubro consumiu no Aterro Sanitário do Planalto Beirão “cerca de 95% da tela que encerra o confinamento técnico de resíduos (e que impermeabiliza a parte superior do aterro sanitário), assim como a maior parte dos piezómetros e rede de drenagem lateral de lixiviados”.

Na Estação de tratamento de águas lixiviantes, duas das três lagoas de retenção apresentam “estragos consideráveis nas telas”.

Já na central de triagem de papel/cartão, o edifício industrial com mil metros quadrados, assim como os seus equipamentos, ficaram danificados.

Na central de triagem de embalagens, o edifício industrial com 2.750 metros quadrados ficou parcialmente danificado, assim como vários equipamentos.

O investimento para a recuperação do aterro sanitário do Planalto Beirão é de 4,1 milhões de euros, sendo 3,8 milhões de euros financiados pelo PO SEUR, Fundo Ambiental e sistema de apoio à reposição da capacidade produtiva, cabendo à Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) assegurar os restantes 300 mil euros.