O consumo de energia elétrica em Portugal Continental registou, em maio, um aumento homólogo de 3,8%, ou 3,6% quando considerados os efeitos da temperatura e do número de dias úteis, segundo divulga a REN.
Nos primeiros cinco meses de 2026, o consumo acumulado cresceu 3,6% face ao mesmo período do ano passado, valor que corresponde a 3,4% com correção de temperatura e dias úteis.
Em maio, a produção renovável assegurou 61% do consumo elétrico nacional, enquanto a produção não renovável representou 11%. Os restantes 28% corresponderam a energia importada.
No acumulado do ano, as renováveis abasteceram 73% do consumo de energia elétrica em Portugal Continental. A produção hídrica foi responsável por 32%, seguida da eólica, com 27%, da fotovoltaica, com 10%, e da biomassa, com 5%. Já a produção a gás natural assegurou 15% do consumo, enquanto o saldo importador representou 12%.
O índice de produtibilidade hidroelétrica ficou, em maio, nos 0,82, abaixo da média histórica de 1. Também os índices eólico e solar se situaram abaixo da média, nos 0,83 e 0,84, respetivamente. No período entre janeiro e maio, o índice hidroelétrico registou 1,24, o eólico 1,03 e o solar 0,75.
Em destaque esteve a produção solar, que atingiu em maio a ponta mais elevada de sempre, aproximando-se dos 3400 MW.
No mercado do gás natural, o consumo registou em maio uma contração homóloga de 11%, refletindo quebras de 1,9% no segmento convencional e de 31% no segmento de produção de energia elétrica.
O aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, mantendo-se Portugal como sistema exportador através da interligação com Espanha.
Nos primeiros cinco meses do ano, o consumo de gás natural cresceu 8,9%, impulsionado pelo aumento de 36% no segmento de produção de energia elétrica, apesar da ligeira contração de 0,5% no segmento convencional. Entre janeiro e maio, 90% do aprovisionamento nacional foi garantido pelo terminal de Sines, com os restantes 10% recebidos através da interligação com Espanha.








































