REN: Consumo de energia elétrica bate recordes em janeiro
A REN – Redes Energéticas Nacionais registou no mês de janeiro de 2026 o maior consumo de energia elétrica de sempre registado no sistema nacional. O consumo atingiu os 5,4 TWh, um crescimento de 8,1% (5,9% com correção de temperatura e dias úteis) face ao mês homólogo do ano anterior, quando se tinha registado o anterior máximo mensal, 5,0 TWh. Aliás, ao longo do mês foram sendo estabelecidos novos máximos no consumo diário, que acabou por se fixar em 197,1 GWh no dia 23 de janeiro. No dia 20 registou-se novo recorde de potência solicitada ao sistema (10.254 MW) e no dia 26 atingiu-se novo máximo de ponta de produção (12.217 MW às 19h30) e também de ponta de produção renovável (10.977 MW, as 20h00).
Em janeiro, as condições meteorológicas foram particularmente favoráveis tanto para a produção hidroelétrica como para a eólica, com os índices de produtibilidade a registarem respetivamente, 1,33 e 1,35 (médias históricas de 1), tratando-se, em ambos os casos, dos índices mais elevados para o mês de janeiro desde 2014. Já nas fotovoltaicas, o índice registou 0,62 (média histórica de 1), que passa a ser o menor valor para o mês de janeiro dos registos da REN.
No conjunto, em janeiro a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 37%, a eólica 35%, a fotovoltaica 4% e a biomassa também 4%. A produção não-renovável, através das centrais a gás natural, abasteceu 14% do consumo, enquanto os restantes 6% foram abastecidos através de energia importada.
No mercado de gás natural, o consumo registou também um comportamento positivo, com um crescimento homólogo de 7,5%, tratando-se do consumo mensal mais elevado desde julho de 2023. O consumo cresceu 4,7% no segmento convencional e 14,4% no segmento de produção de energia elétrica.
O terminal de GNL de Sines manteve-se como principal fonte de abastecimento do sistema nacional com 72% do total, tendo como origem a Nigéria (38%, e os EUA (34%). Através da interligação com Espanha entraram os restantes 28%, a quota mais elevada desde outubro de 2022.