O Boletim Eletricidade Renovável de abril de 2026, elaborado pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, revela que no mês de abril 77% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis. Este valor corresponde a 2.506 GWh de um total de 3.546 GWh produzidos no mês em análise.
A energia hídrica manteve-se como a principal fonte de produção elétrica em abril, representando 25,7% do total, seguida da eólica, com 22%, e da solar fotovoltaica, que já assegurou 16,4% da eletricidade produzida no mês, o máximo do ano para esta tecnologia. A crescente relevância da tecnologia solar continua a evidenciar a transformação estrutural do mix elétrico nacional.
O desempenho renovável nacional continua também a refletir-se nos preços da eletricidade. Em abril, o preço médio do MIBEL (Mercado Ibérico de Eletricidade) em Portugal fixou-se nos 40,3€/MWh, enquanto no acumulado entre janeiro e abril o preço médio foi de 42€/MWh, representando uma redução de 40,2% face ao período homólogo de 2025.
Durante o mês de abril, Portugal registou ainda 87 horas não consecutivas em que o consumo de eletricidade foi integralmente assegurado por fontes renováveis. No acumulado do ano, esse número ascende já a 658 horas.
No plano económico e ambiental, o contributo das renováveis permitiu evitar, entre janeiro e abril de 2026, cerca de 334M€ em importações de gás natural, 338M€ em importações de eletricidade e 225M€ em custos com licenças de emissão de CO2.
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o país registou uma incorporação renovável de 77%, posicionando-se como o terceiro país europeu com maior peso de renováveis na geração elétrica, apenas atrás da Noruega (96,7%) e da Dinamarca (93,6%).
Susana Serôdio, Coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, afirma que “os dados de abril demonstram que Portugal continua a afirmar-se como um dos países europeus com maior incorporação renovável no setor elétrico. O facto de o mercado ibérico continuar a apresentar dos preços de eletricidade mais competitivos da Europa evidencia que o investimento em energias renováveis é um fator de competitividade económica para o país”.
No final de março de 2026, a capacidade renovável representava já 79,1% da potência total instalada em Portugal Continental, consolidando a trajetória de transição energética do país.








































