Resíduos Smart+ nasce para dar resposta aos novos desafios de sustentabilidade

Resíduos Smart+ nasce para dar resposta aos novos desafios de sustentabilidade

Categoria Águas, Ambiente

Por Carlos Rodrigues, Administrador da Luságua, empresa do Grupo Aquapor

Não há dúvida de que a realidade, hoje, se caracteriza por um consumo excessivo dos recursos naturais disponíveis, tornando-se urgente modificar a forma de valorizar a cadeia de fornecimento de bens e/ou serviços. Por outro lado, a pandemia veio acelerar e evidenciar o efeito da subcontratação em massa de fases de um processo produtivo, forçando as empresas a fazer o movimento inverso, o que poderá torná-las menos competitivas, a curto prazo, mas mais resistentes e ativas, a médio e longo prazo.

Consciente dos novos desafios, o Grupo Aquapor, através da Luságua, decidiu projetar e implementar soluções inovadoras para atender aos maiores desafios da Europa até 2050: melhorar o acesso aos recursos; proteger recursos com planos estratégicos de ação preventiva; otimizar o uso de recursos com a indústria 4.0; produzir novos recursos.

O Grupo Aquapor transformou o seu portefólio de soluções e serviços, adequando-os às necessidades do meio ambiente e do mercado. Trata-se de uma abordagem inovadora que analisa, de forma integrada, a dinamização das utilities das águas, resíduos e energia, com diferentes abordagens para diferentes públicos. Para as cidades, a proposta é oferecer um caminho inteligente e sustentável para gerirem os seus recursos. Já para a indústria, o objetivo é melhorar a performance económica e ambiental.

Este projeto culminou com a criação da Resíduos Smart+, que, além da aposta na eficiência, acrescenta às “obrigações” estratégicas a componente de “prevenção de risco” em fase de pandemia mais intensa. Com a necessidade de rápido acesso à informação que caracteriza um padrão de consumo, vai ser possível trabalhar os dados de forma contínua, permitindo aprofundar o grau de conhecimento de padrões económicos, sociais e ambientais da população-alvo em análise.

Para se estruturar um projeto numa cidade e numa lógica de Smart Cities, não basta ser tecnólogo. É fundamental acrescentar engenharia de especialidade que permita encontrar soluções para os problemas detetados pelo caminho Smart, com recurso a sensorização. Só assim poder-se-á reduzir o desperdício de água, minimizar a produção de resíduos e incrementar a sua valorização, sem nunca preterir a utilização de recursos energéticos.

Esta entrevista foi publicada na edição 85 da Ambiente Magazine.