SCEMAI permite “melhor e maior gestão dos recursos naturais” das organizações

SCEMAI permite “melhor e maior gestão dos recursos naturais” das organizações

Categoria Águas, Ambiente, Energia

A Águas de Gaia já deu a conhecer os projetos finalistas do “Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia”, uma ação que tem como objetivo, identificar, premiar e apoiar projetos associados ao setor da água, saneamento e gestão de águas pluviais. 

A Ambiente Magazine partilha, agora, com os seus leitores um dos projetos vencedores, a SCEMAI: Trata-se de um “sistema vigilante de recursos, modular e com solução integrada offline e online”. Em entrevista, Hugo Alexandre Trindade, CEO da SCEMAI, explica que o projeto consiste, acima de tudo, numa “melhor e maior gestão dos recursos naturais das organizações”, traduzindo-se num “sistema de controlo de energia, recolha de dados e monitorização”, através de “inteligência artificial” com foco na “eficiência hídrica e energética”.

Prestígio e responsabilidade

Segundo o responsável, contribuir para a “eficiência energética”, seja de eletricidade, gás natural ou água, das “organizações públicas ou privadas”, é o grande objetivo deste projeto: “Os recursos naturais são demasiado importantes e num cenário global como aquele que vivemos hoje torna-se crucial soluções que permitam medir o desempenho e a produção dos ativos”. E uma das mais-valias deste projeto, segundo Hugo Alexandre Trindade, é que, tratando-se de um “tecnologia modular” permite adaptar-se às “necessidade de investimento”. E, além disso, o sistema foi “desenvolvido” e “construído” a pensar na “Indústria 4.0”, pelo que permite à organização ter “apoio de uma assistente virtual”, acrescenta. 

Atualmente, a SCEMAI está numa fase de “prospeção de mercado” e as perspetivas são animadoras: “Há propostas muito interessantes e contamos fechar os primeiros contratos no primeiro trimestre”, afirma. 

O facto da SCEMAI ser um dos projetos finalistas do “Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia”, Hugo Alexandre Trindade considera que, “além do prestígio e responsabilidade” que o Prémio acarreta, “temos também uma variedade de prémios em serviços, incubação e acompanhamento nas Águas de Gaia” e, claro, “a oportunidade de participar na Eurovision for Startups” em representação de Portugal. “Todos tinham todas as condições para vencerem, por isso, ser a SCEMAI a vencer numa situação tão concorrida é de facto um enorme regozijo”, realça. 

Falta de dados afeta tomada de decisões concretas

Questionado sobre o facto de Portugal estar encaminhado, no que diz respeito, às metas, roteiros ou planos de ação para uma Economia Circular, o responsável refere que, embora haja sempre muita coisa a fazer, está, de facto, num bom caminho. Do ponto de vista de Hugo Alexandre Trindade, as “organizações estão mais atentas às problemáticas ambientais” e à “importância da gestão dos seus recursos”, estando conscientes do “impacto que isso tem no ambiente”. E neste cenário, o responsável dá conta, que uma solução como a SCEMAI tem tido, cada vez mais, uma “grande validação” por parte do mercado, acreditando que “assim continuará nos próximos tempos”. 

A falta de dados e de informação transparente são barreiras que, dificultam, cada vez mais, a tomada de decisões concretas e efetivas. Para combater tal falha, Hugo Alexandre Trindade acredita que uma “mudança no paradigma de avaliação e tomada de decisão” poderá contribuir para uma “aceitação em larga escala de soluções que potenciem a gestão e recolha de dados”. E nestas matérias, declara o responsável, os líderes políticos têm um importante papel a desempenhar: “Vivemos na época da informação e onde, mais do que nunca, as decisões que se tomarem hoje influenciarão o destino das atuais e futuras gerações, tornando-se essencial que essas decisões sejam baseadas em dados e factos verificados e não em informações dúbias”.

Já sobre a pandemia da Covid-19, o responsável reconhecer que “retirou confiança aos mercados”, tendo por isso “adiado os investimentos que seriam essenciais para a transição energética que todos ambicionamos ter”. No entanto, não há dúvidas de que “trouxe ainda mais certezas de que essa transição tem mesmo que ser feita”, sustenta. 

Nos próximos 30 anos… 

Vamos poder recolher e armazenar energia solar nas nossas casas, nas nossas fábricas e noutras estruturas e teremos um sistema inteligente como a SCEMAI que irá recolher, analisar e calcular as melhores práticas para tirar o melhor aproveitamento possível dessa energia e de outros recursos poupando recursos ao ambiente e às organizações.

 

*Foto: Da esquerda para a direita – João Loureiro, Filipe Gomes, Sérgio Correia, Hugo Alexandre Trindade, Rodolfo Caramez, Paulo Silva

Cristiana Macedo