SMAS de Sintra reforçam sistema de monitorização da rede de abastecimento de água
Estão concluídos os trabalhos de criação de mais oito Zonas de Medição e Controle (ZMC), um mecanismo que se revela essencial para a monitorização da rede de abastecimento de água, com vista à localização ativa de fugas, que representou um investimento dos SMAS de Sintra de 300 mil euros.
Reforçando a aposta na redução da água não faturada (perdas de água), os SMAS de Sintra concretizaram a ampliação da rede de ZMC em Asfamil, Ral /Terrugem, Pedras da Granja apoiado, Cotão/São Marcos, Casal do Cotão, Serra da Silveira e Ral, assim como procederam à remodelação do equipamento de medidor de caudal na Beloura (situada na Alameda da Fonte Velha), que se encontrava inoperacional.
Em breve, vão avançar com a instalação de mais sete Válvulas Redutoras de Pressão (VRP) e a remodelação de oito equipamentos, num investimento de 720 mil euros, com um prazo de execução de 540 dias. A construção das novas VRP vai decorrer na Aldeia de São Marcos, Cabeço da Fonte, Vila Verde, Belas, Anta, Colaride e Quinta do Mirante, enquanto serão remodeladas as existentes no Rodízio (Colares), Galamares, Magoito I e Magoito II, Quinta da Samaritana, Olival Santíssimo e Belas Clube de Campo I e Belas Clube de Campo II. Além da instalação das VRP, a intervenção compreende a instalação de medidores de caudal ultrassónicos.
Para a melhoria do sistema de distribuição de água ao concelho de Sintra, assente em quase 1.900 km de condutas de adução e distribuição, além de meia centena de reservatórios e mais de três dezenas de estações de bombagem, os SMAS de Sintra prosseguem, assim, com a adoção de estratégias de controlo, monitorização e combate à água não faturada. Um dos métodos para monitorizar a rede é a criação de ZMC, que permite medir caudais e pressões e identificar ruturas não visíveis, facilitando a adoção de medidas para minimizar as perdas de água. Ao subdividir as áreas de influência dos reservatórios, as ZMC permitem, ainda, limitar as zonas de interrupção do abastecimento de água em caso de rutura.
Por outro lado, as VRP permitem a regularização de pressões na área de influência, diminuindo a ocorrência de roturas por cedência de materiais e minimizando, assim, a quantidade de água desperdiçada, contribuindo, ainda, para a redução do consumo por parte dos consumidores. A necessidade de instalação destas válvulas, complementada pelo seccionamento da rede de distribuição de água, resulta da acentuada orografia do concelho, que provoca uma significativa variação de pressões, em alguns casos acima dos valores regulamentares e a originarem roturas e desgaste precoce dos materiais.
No âmbito da estratégia de redução da água não faturada, além da criação de ZMC e instalação e remodelação de VRP, os SMAS de Sintra mantêm o investimento em requalificação de condutas e ramais, por forma a garantir taxas de renovação de redes dentro dos parâmetros de sustentabilidade, como é o caso da empreitada em curso na centralidade de Rio de Mouro Velho e a entretanto concluída na Rua Campos Monteiro (Mercês). A aposta passa ainda pela remodelação e impermeabilização de reservatórios, como os trabalhos recentemente concretizados na Rinchoa (Rio de Mouro), que representou um investimento na ordem dos 630 mil euros.
Em curso está a empreitada de reabilitação do Reservatório dos Gémeos, em Monte Abraão, num investimento a rondar os 500 mil euros.