O Consórcio dos Projetos de Eletrificação e Digitalização dos Trabalhos na Floresta, integrado na Agenda transForm, apresentou hoje em Penamacor um conjunto de inovações tecnológicas que visam aumentar a sustentabilidade do setor florestal em Portugal. Entre as principais soluções apresentadas estão um robot autónomo para limpeza da floresta e combate a incêndios, equipamentos elétricos para colheita e transporte de madeira, e tecnologias digitais para gestão e monitorização florestal.
O evento teve como objetivo mostrar, em contexto real, tecnologias inovadoras que não só oferecem ganhos de eficiência e segurança operacional, mas também contribuem para a descarbonização da atividade florestal, promovendo uma gestão mais informada, eficiente e resiliente do território. Alexandra Marques, representante do CoLab Forestwise, destacou a importância de soluções tecnológicas que ajudem a proteger o ambiente e a promover um modelo de gestão sustentável da floresta.
No centro da apresentação esteve a Speed-e, uma estação amovível de transformação de tensão desenvolvida pela REN – Redes Energéticas Nacionais, que permite fornecer energia a partir da Rede Nacional de Transporte (muito alta tensão), substituindo os combustíveis fósseis por carregamento de baterias. Esta inovação forneceu energia para alimentar maquinaria florestal, ferramentas elétricas, camiões elétricos e até viaturas eletrificadas do público. A Speed-e demonstrou a sua fiabilidade e versatilidade em ambientes exigentes, fora dos centros urbanos.
Uma das soluções inovadoras apresentadas foi o robô autónomo desenvolvido pela ADAI (Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial), que atua na gestão da vegetação e no combate a incêndios. Esta solução, totalmente elétrica, visa facilitar a limpeza da floresta e a redução do risco de incêndios, um problema significativo para o setor florestal em Portugal.
Outra solução foi a tesoura elétrica desenvolvida pela The Navigator Company, que pretende ultrapassar as limitações das ferramentas de corte tradicionais, tornando a seleção de varas mais eficiente e sustentável. A tesoura foi projetada para trabalhar de forma mais precisa e menos impactante para o ambiente, promovendo a sustentabilidade na colheita florestal.
No âmbito da digitalização, diversas ferramentas foram apresentadas para otimizar a cadeia de abastecimento florestal. A Trigger Systems desenvolveu um dispositivo de recolha de dados e telemetria, enquanto o INESC TEC criou um sistema de integração de dados para a monitorização de todas as etapas da produção florestal. A Neadvance introduziu uma ferramenta de visão computacional e realidade aumentada para apoio à seleção de varas em povoamentos de eucalipto, utilizando 5G para garantir a conectividade avançada necessária.
A CoLAB ForestWISE também desenvolveu uma app que permite a medição do volume de madeira de uma pilha, ajudando na gestão e controlo de recursos florestais.
Este encontro fez parte da iniciativa Agenda transForm, que visa a transformação digital, resiliência e neutralidade carbónica do setor florestal português, envolvendo várias entidades e empresas no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o futuro da floresta.








































