Tecnologias verdes e IA no caminho da eficiência e da sustentabilidade: o caso da Beta-i

Num mundo cada vez mais exigente em termos de recursos e sustentabilidade, as tecnologias e inteligência artificial surgem como aliadas poderosas na construção de soluções verdes. De sistemas que otimizam o consumo de energia em edifícios a plataformas que monitorizam e gerem recursos hídricos em tempo real, a IA está a transformar a forma como encaramos a eficiência e a sustentabilidade.

O futuro das tecnologias verdes está cada vez mais ligado à capacidade de aprender, adaptar e intervir de forma inteligente, oferecendo soluções que combinam inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.

Assim, nesta reportagem, a Ambiente Magazine procurou junto de diferentes empresas compreender quais têm sido os avanços das mesmas no que respeita ao uso de tecnologias mais verdes e à introdução da inteligência artificial na sua operação. Hoje ouvimos a Beta-i.

“IA transforma-se num instrumento direto de sustentabilidade”

No caso de uma consultora como a Beta-i, o recurso às tecnologias verdes e IA serve para ajudar empresas a otimizar processos e reduzir a pegada ambiental. “Muitas organizações recolhem grandes volumes de informação, mas nem sempre têm os dados certos; por isso, o primeiro passo é mapear as fontes de dados mais relevantes e garantir que são fiáveis. Muitas vezes, a primeira intervenção nem é tecnológica: é de clarificação e simplificação, eliminando camadas de complexidade que não acrescentam valor”, explica Ana Costa, Sustainability & Blue Economy Director.

Depois desta análise sólida, “a IA torna-se uma ferramenta prática: identifica padrões de desperdício, prevê falhas, ajusta operações em tempo real e apoia decisões que reduzem impactos ambientais sem comprometer eficiência. Quando aplicamos a lógica de dados certos + ação rápida, a IA deixa de ser um conceito abstrato e transforma-se num instrumento direto de sustentabilidade”.

Ana Costa

Mas “a integração de tecnologias verdes baseadas em IA exige clareza estratégica e capacidade de medir o que realmente importa. A transição climática deixou de depender apenas de compromissos declarados: depende de dados, de decisões informadas e de resultados operacionais tangíveis”.

“Na Beta-i observamos que as empresas que integram a IA na sua estratégia conseguem acelerar a descarbonização, melhorar eficiência e até criar novos modelos de negócio mais circulares”, afirma Ana, acrescentando que “a adoção de IA e de soluções digitais exige equipas preparadas para interpretar dados, trabalhar com novas ferramentas e tomar decisões mais informadas. A requalificação não se faz apenas com formações teóricas longas; faz-se com ferramentas práticas, experimentação acompanhada e ciclos rápidos de aprendizagem. Parte do nosso trabalho é precisamente capacitar equipas para que a mudança tecnológica se torne cultural e sustentável ao longo do tempo”.

“Na Beta-i temos visto como esta articulação ampliada – consultoras, tecnologia, políticas públicas e ciência – acelera a adoção de soluções verdes. Junta maturidade tecnológica, experimentação em contexto real, enquadramento regulatório e validação científica. Quando estes quatro mundos se conectam, torna-se possível testar soluções rapidamente, reduzir riscos e transformar políticas e investigação em impacto ambiental concreto”, conclui.

*Este excerto faz parte de um artigo publicado na edição 114 da Ambiente Magazine