Tecnologias verdes e IA no caminho da eficiência e da sustentabilidade: o caso da Helexia

Num mundo cada vez mais exigente em termos de recursos e sustentabilidade, as tecnologias e inteligência artificial surgem como aliadas poderosas na construção de soluções verdes. De sistemas que otimizam o consumo de energia em edifícios a plataformas que monitorizam e gerem recursos hídricos em tempo real, a IA está a transformar a forma como encaramos a eficiência e a sustentabilidade.

O futuro das tecnologias verdes está cada vez mais ligado à capacidade de aprender, adaptar e intervir de forma inteligente, oferecendo soluções que combinam inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.

Assim, nesta reportagem, a Ambiente Magazine procurou junto de diferentes empresas compreender quais têm sido os avanços das mesmas no que respeita ao uso de tecnologias mais verdes e à introdução da inteligência artificial na sua operação. Hoje ouvimos a Helexia.

“IA é um aliado estratégico para acelerar a descarbonização”

João Guerra, Diretor de Marketing e Comunicação da Helexia Portugal, encara “as tecnologias verdes como um pilar essencial da transição energética”, esta que “implica mudança e isso significa também transformar a base tecnológica sobre a qual assentamos o desenvolvimento económico”.

João Guerra

Na Helexia, “desenhamos, implementamos, financiamos e operamos projetos que colocam a tecnologia verde ao serviço da descarbonização das empresas” – considerando a IA “uma ferramenta com enorme potencial para transformar a forma como produzimos, gerimos e consumimos energia” e, no fundo, “é um aliado estratégico para acelerar a descarbonização e ajudar as empresas a fazer mais com menos energia”.

Esta empresa lida diariamente com grandes volumes de dados, desde o desenho técnico de um projeto, onde se realizam simulações complexas, até à operação das centrais fotovoltaicas e sistemas de armazenamento, onde o processamento e a monitorização são essenciais – aqui a “IA pode reforçar esta capacidade analítica, melhorando a previsão de produção e de consumo, antecipando desvios e otimizando o desempenho dos ativos”.

A Helexia, por exemplo, já usa digital twins, réplicas digitais das centrais fotovoltaicas e dos sistemas de armazenamento, para correr simulações, testar cenários e otimizar a performance, e está, paralelamente, a desenvolver modelos baseados em IA que analisam padrões de consumo.

“A IA também pode apoiar a gestão, ao resumir relatórios, cruzar dados e apresentar informação relevante de forma simples e acessível. No fundo, ajuda-nos a tomar decisões mais informadas, a reduzir custos e a gerar valor para os nossos clientes”, resume João Guerra, frisando ainda alguns desafios à aplicação das tecnologias verdes como a maturidade tecnológica, o financiamento e a burocracia.

*Este excerto faz parte de um artigo publicado na edição 114 da Ambiente Magazine