Tecnologias verdes e IA no caminho da eficiência e da sustentabilidade: o caso da Indaqua
Num mundo cada vez mais exigente em termos de recursos e sustentabilidade, as tecnologias e inteligência artificial surgem como aliadas poderosas na construção de soluções verdes. De sistemas que otimizam o consumo de energia em edifícios a plataformas que monitorizam e gerem recursos hídricos em tempo real, a IA está a transformar a forma como encaramos a eficiência e a sustentabilidade.
O futuro das tecnologias verdes está cada vez mais ligado à capacidade de aprender, adaptar e intervir de forma inteligente, oferecendo soluções que combinam inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.
Assim, nesta reportagem, a Ambiente Magazine procurou junto de diferentes empresas compreender quais têm sido os avanços das mesmas no que respeita ao uso de tecnologias mais verdes e à introdução da inteligência artificial na sua operação. Hoje ouvimos a INDAQUA.
“Potencial é absolutamente transformador”
Esta empresa que também atua no setor das águas acredita que “caminho para um futuro mais sustentável passa por otimizar o uso de todos os recursos – naturais, energéticos, económicos e humanos – e a tecnologia é o meio que o torna possível”.
Para Pedro Perdigão, CEO do grupo, a aplicação da IA ainda é limitada, “mas o potencial é absolutamente transformador”, pois “permite-nos analisar grandes volumes de dados operacionais, em tempo real ou quase real, antecipar constrangimentos ou superá-los, tomando decisões mais informadas e eficazes”.

Mas é essencialmente na otimização da gestão dos recursos hídricos que o uso de tecnologias verdes se torna mais relevante: “a recolha de informação das nossas redes, que estão sensorizadas, e os modelos preditivos com base em inteligência artificial permitem analisar, entre muitos outros: padrões de consumo que levam à identificação de desvios e consumos zero; variações anómalas nos caudais, identificando fugas ou roturas; necessidades de ajuste de pressões na rede; necessidades de renovação de redes, de acordo com os seus níveis de envelhecimento”.
Um exemplo de sucesso são as soluções i2Water – seis ferramentas tecnológicas que transpõem os mecanismos utilizados pela empresa para softwares que podem ser adquiridos por outras entidades, independentemente da sua natureza pública ou privada, da sua dimensão ou localização. Estas soluções “abrangem áreas como as perdas comerciais, perdas reais, processos comerciais, gestão de recursos humanos e equipamentos para trabalhos no terreno”.
“Acreditamos também que a integração tecnológica, como um todo, deve ser encarada pelo setor como uma necessidade. Porém, vemo-la representar, ainda, um desafio, com um setor a duas velocidades: por um lado, empresas com maior capacidade de investimento, que procuram atualizar-se em recursos tecnológicos, como a IA ou a produção de energias verdes, e, por outro lado, entidades para quem a falta de cobertura de custos deixa pouca ou nenhuma margem para a inovação e renovação nos modelos de gestão e operação”, conclui Pedro Perdigão.