A Comissão Europeia alertou para a gravidade da época de incêndios florestais de 2025, a pior alguma vez registada, e defendeu uma ação mais forte e coordenada por parte da União Europeia para enfrentar este fenómeno crescente.
Segundo dados divulgados, mais de um milhão de hectares arderam na Europa ao longo de 2025, num cenário associado ao agravamento das alterações climáticas e à maior frequência de ondas de calor.
Perante este contexto, Bruxelas apresentou uma nova abordagem estratégica que aposta numa resposta integrada ao problema dos incêndios florestais. O plano inclui medidas ao nível da prevenção, preparação, resposta e recuperação, procurando reforçar a resiliência dos Estados-membros face a um risco cada vez mais elevado.
A Comissão Europeia sublinha que a prevenção deve assumir um papel central. Entre as propostas está o reforço de medidas baseadas na proteção e restauração dos ecossistemas, considerados fundamentais para reduzir a propagação dos incêndios e aumentar a resistência das paisagens ao fogo.
A instituição defende que ecossistemas mais saudáveis funcionam como barreiras naturais, ajudando a mitigar tanto a frequência como a intensidade dos incêndios, num contexto em que as condições climáticas extremas tendem a agravar-se.
Além da prevenção, a estratégia europeia prevê o reforço dos meios de combate e da coordenação entre países. O objetivo é melhorar a capacidade de resposta a grandes incêndios, que cada vez mais ultrapassam fronteiras e exigem cooperação internacional.
A abordagem inclui ainda a partilha de informação, o investimento em formação e a criação de mecanismos que permitam uma atuação mais rápida e eficaz em situações de emergência.
Os dados recentes confirmam que os incêndios florestais deixaram de ser eventos pontuais para se tornarem um desafio estrutural na Europa. Países do sul, como Portugal e Espanha, estão entre os mais afetados, concentrando uma parte significativa da área ardida.
Face a este cenário, a Comissão Europeia considera essencial mudar o paradigma de atuação, apostando não apenas no combate, mas sobretudo na antecipação do risco e na adaptação às novas condições climáticas.
A mensagem é clara: sem uma resposta mais robusta e coordenada, a tendência de agravamento dos incêndios florestais deverá continuar nos próximos anos.








































