O sistema integrado de gestão de resíduos agrícolas Valorfito recolheu 737 toneladas de resíduos de embalagens em 2025, registando um crescimento de 26,9% face ao ano anterior, no primeiro ano de vigência da nova licença. De acordo com os dados divulgados, foram ainda declaradas ao sistema mais de 3.236 toneladas de embalagens, refletindo o alargamento do âmbito de atuação da entidade.
Apesar do aumento na recolha, a taxa global de retoma fixou-se nos 22,8%, abaixo do valor registado em 2024. O Valorfito justifica esta descida com o facto de 2025 ter sido um ano de transição, marcado pela introdução de novas regras e pela integração de novos fluxos de resíduos.
Entre as principais mudanças está a inclusão de embalagens secundárias de fluxos já existentes, bem como de embalagens primárias e secundárias de fertilizantes, rações e batata de semente, o que ampliou significativamente o universo de resíduos abrangidos pelo sistema.
Segundo o diretor-geral do Valorfito, António Lopes Dias, 2025 foi um “ano de transformação” para o setor, destacando que os resultados demonstram potencial de crescimento, apesar do período de adaptação em curso. O responsável sublinhou ainda a importância de reforçar a proximidade com agricultores e operadores no terreno, com vista a consolidar o novo modelo e aumentar progressivamente as taxas de retoma nos próximos anos.
O encaminhamento dos resíduos para reciclagem e valorização permitiu evitar a emissão de cerca de 636 toneladas de dióxido de carbono equivalente para a atmosfera, contribuindo para a redução do impacto ambiental da atividade agrícola.
O Valorfito refere que continuará a investir no reforço da rede operacional, na sensibilização dos utilizadores e na divulgação das novas regras, numa fase ainda considerada de arranque e consolidação do sistema.









































