Vencedora do Prémio Terre de Femmes a nível nacional e internacional pertence ao grupo de jurados da edição 2019

Vencedora do Prémio Terre de Femmes a nível nacional e internacional pertence ao grupo de jurados da edição 2019

A entrega dos prémios da 10.ª edição dos Prémios Terre de Femmes já tem data definida. A cerimónia desta iniciativa, promovida pela Fundação Yves Rocher e que, todos os anos, distingue mulheres com projetos na área do ambiente, será no início do próximo mês de março. Em 2015, Milene Matos foi a única mulher portuguesa distinguida com dois prémios: o Terre Femmes nacional e o internacional. Nesta edição, será a investigadora que vai integrar, pela primeira vez, o grupo de jurados.

“É uma honra enorme. O universo Terre de Femmes fascina-me desde que o conheci”, sublinha a jurada que “jamais” imaginava vir a integrar o painel e encara esta missão com “muita responsabilidade ”. Para Milene Matos, é um “grande privilégio poder conhecer, em primeira mão, tantas mulheres incríveis e projetos extraordinários”.

Todas as avaliações “decorrem de forma bastante tranquila”. Cada jurado faz uma apreciação individual e, depois, “todos juntos discutem o veredito final”, explica. Também o facto de já ter trabalhado no setor público, no setor empresarial, e também no terceiro setor e como voluntária, dá mais garantias à investigadora: “sinto-me capaz de avaliar e comparar as dificuldades e desafios que cada candidata enfrenta”, bem como os “pontos mais fortes e mais fracos de cada projeto”.

Quando decidiu candidatar-se ao Prémio Terre de Femmes, Milene Matos não pensou exatamente num projeto: simplesmente, “fui fazendo e ele foi evoluindo”. A paixão em partilhar a ciência e dar a conhecer o mundo natural, tentando mudar alguma coisa em termos sociais, fez para a investigadora “todo o sentido”, usando o seu “trabalho e os locais onde trabalhava para sensibilizar a comunidade, informar, e tentar agir para melhorar a qualidade de vida de quem participava”.

Foi através deste projeto que Milene Matos apresenta assim a BioLiving, uma associação sem fins lucrativos e de cariz educacional e ambiental. Na verdade, segundo a investigadora, o projeto foi “evoluindo e o trabalho que era inicialmente mais concentrado num único espaço verde está agora descentralizado e disponível onde for necessário ou onde for solicitado”. A equipa, que sempre a acompanhou, também foi adquirindo “bastante experiência prévia”, o que “foi fundamental para organizar a Associação BioLiving”.

A BioLiving está assente em quatro eixos fundamentais: “conservação da natureza; formação e educação ambiental, consultadoria científica e ação social”. Neste sentido, “atuamos no terreno e em proximidade, em ações de melhoria ecológica, como por exemplo em ambiente florestal”.

O objetivo da Associação BioLiving passa por promover a “educação ambiental para os mais diversos públicos”, incluindo aqueles que são “socialmente desfavorecidos ou menosprezados, como os idosos, pessoas portadoras de deficiência, minorias étnicas ou jovens com comportamentos desviantes”. A ação social através do contacto com a natureza é a “tipologia de trabalhos que mais nos orgulhamos de fazer, a par com as ações de conservação da natureza”, conclui.

Cristiana Macedo