Viana abdica da maior árvore de Natal natural da Europa por motivos ambientais

Viana abdica da maior árvore de Natal natural da Europa por motivos ambientais

A Câmara de Viana do Castelo decidiu, este ano, abdicar da iluminação da maior árvore de Natal natural da Europa, que brilhou durante mais de 20 anos, para preservar um “exemplar classificado, património da cidade”, cita a agência Lusa.

“A araucária excelsa é uma árvore classificada e temos tido, nos últimos anos, muita dificuldade em encontrar formas de conseguir decorá-la sem que os ramos sofram com isso. Este ano, excecionalmente, não vamos avançar com iluminação na árvore”, afirmou a vereadora da Cultura.

Maria José Guerreiro, que falava em conferência de imprensa para apresentar o programa “Sentidos de Viana” 2018/2019, num investimento de 120 mil euros e com quase uma centena de iniciativas, explicou que a decisão foi tomada por motivos “ambientais”. “Temos de pensar do ponto de vista ambiental. É um património natural que temos na nossa cidade assim como outros que temos de cuidar”, referiu.

Com mais de 50 metros de altura, a araucária excelsa foi, durante mais de 20 anos, iluminada com milhares de luzes, sendo vista em toda a cidade, num perímetro de vários quilómetros. A instalação da decoração era assegurada, manualmente, apesar das fragilidades que o exemplar já apresentava.

Como “alternativa”, Maria José Guerreiro adiantou que, tal como já aconteceu no ano passado, última vez que que as luzes natalícias se acenderam araucária excelsa, será instalada uma árvore de Natal artificial na Praça da Liberdade.

A responsável adiantou que, este ano, o município vai investir 60 mil euros, mais 10 mil euros do que o ano passado, na iluminação de Natal de 20 artérias do centro histórico. As luzes de Natal serão ligadas no dia 7 de dezembro, a partir das 20h30.