We can Charge apoia mobilidade elétrica através de carregadores eficientes

We can Charge apoia mobilidade elétrica através de carregadores eficientes

A Economia Circular está, hoje, subjacente em muitas empresas. Produtos sustentáveis, amigos do ambiente e com um ciclo de vida longo são, cada vez mais, uma opção. Há também quem ponha em prática estes conceitos e desenvolva os seus próprios produtos. Com o objetivo de dar “voz” a projetos de cariz sustentável, a Ambiente Magazine dá a conhecer mais uma iniciativa, desta vez, é o projeto “We can Charge”.

“Tudo começou quando decidimos comparar um carro elétrico para a nossa pequena empresa de desenvolvimento de software”, começa por contar Ricardo Carvalho, um dos fundadores da We can Charge, destacando que, nessa altura, aperceberam das “dificuldades no carregamento de veículos elétricos”, tendo, por isso, começado a criar uma “comunidade de utilizadores de veículos elétricos que disponibiliza pontos de carga”.

O objetivo, tal como indicar o responsável, é “apoiar a transição para a mobilidade elétrica”, de forma a “baixar as emissões de CO2” e, ao mesmo tempo, “criar redes de carregamento eficientes”, onde a “utilização dos carregadores é maximizada”.

Apesar da pandemia ter limitado o avanço deste projeto, não sendo possível fazer um “balanço realista”, Ricardo Carvalho acredita que o futuro será promissor: “Queremos trabalhar com empresas que criam redes de carregamento para veículos elétricos e um dos grandes objetivos é ter o nosso software a operar em países fora de Portugal”.

Sobre a mobilidade sustentável em Portugal, o responsável é claro: “Para que exista é muito mais importante uma mudança cultural que qualquer evolução tecnológica”. E, tal passa por mudar hábitos: “Acredito que a mobilidade elétrica possa ajudar a criação de uma mobilidade sustentável, mas é apenas uma pequena parte. A utilização de transportes públicos ou partilhados, utilização da bicicleta e a utilização de veículos cada vez menos poluentes é essencial”, afinca.

Questionado sobre o que é que falta ao país nestas matérias, Ricardo Carvalho refere que a mobilidade é uma área onde atuam “várias e grandes empresas” e onde existem “muitos interesses empresariais”. E, no caso concreto da mobilidade elétrica, mais concretamente no mercado de carregamento de veículos elétricos, vê-se um “espaço que quer ser disputado pelas empresas que vendem energia”, e também pelas “empresas que vendiam combustíveis”: “Temos que necessariamente simplificar e democratizar o mercado, desde fomentar a criação de comunidades energéticas até à facilidade de criar e operar redes de carregamento”, defende.

Quais as perspetivas para o futuro sobre estas matérias?

“Acredito que vamos acabar por seguir o que acontece no resto da Europa, já que é de lá que vem grande parte do dinheiro para investirmos em mobilidade sustentável”.
Cristiana Macedo