Esta quarta-feira de manhã, dia 14 de janeiro, a Fundação Repsol e a Administração do Porto de Sines apresentaram o evento “Rumo ao net zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria”, dando lugar a um espaço de debate estratégico sobre a transição energética, a competitividade europeia, a descarbonização e o progresso do projeto ALBA, um dos maiores investimentos industriais em Portugal na última década.
Pedro do Ó Ramos, Presidente da Administração dos Portos de Sines e Algarve desde março do ano passado, começou por enaltecer a parceria do Porto de Sines com a Repsol, que agora se prolonga até 2051, referindo que a mesma “será muito vantajosa”, no ponto de vista da inovação e da descarbonização industrial.

Em relação ao projeto ALBA, a cargo da empresa multienergética e localizado na Zona 2 da Zona Industrial e Logísticas de Sines, afirmou que o mesmo estará concluído este ano e que representa um vetor “estratégico” para Sines. Este projeto de expansão contempla a construção de duas novas fábricas para produzir materiais poliméricos, de alto valor acrescentado e 100% recicláveis.
“Precisamos de agarrar estas oportunidades”, frisou o Presidente da APS, acrescentando que “vamos ajudar a fazer parte da solução” e que os objetivos do Porto de Sines são atingir a neutralidade carbónica até 2045, cinco anos antes do prazo estabelecido pela União Europeia, e ser completamente autossuficientes na produção de energia limpa.
Para este “caminho irreversível” da transição energética, conta a parceria com a Repsol, mas também outros investimentos que a administração visa, desde logo a construção de mais parques fotovoltaicos e o aproveitamento da energia eólica e das ondas do mar.
Também na sessão de abertura falou António Calçada, Diretor-Geral da Fundação Repsol, que desde logo aclamou o Porto de Sines como “o porto que liga mais e melhor os continentes”, sendo muito importante do ponto de vista “industrial e logístico”.
Sobre o projeto ALBA e os investimentos privados da Repsol no complexo de Sines, o responsável garantiu que a empresa está a trabalhar um “portfólio de soluções para o futuro”, pois “não existe transição energética sem transição industrial, e não acontece transição industrial sem tecnologia”.
Desta forma, a Repsol tem adaptado os seus investimentos neste sentido, apelando ainda que a transição energética tem de ser feita também noutros setores, como na política de habitação, onde existe um grande desperdício de energia devido ao parque imobiliário envelhecido.
Além disso, António Calçada lamentou o cenário europeu, que tem “défice de ação”, “uma indústria deslocalizada”, “excesso de burocracia” e “pouco investimento em investigação e inovação” – o que atrasa projetos de transição energética e industrial.
O evento desta manhã contou ainda com o patrocínio da Ordem dos Engenheiros – Região Sul e com a presença do Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que visitou os principais avanços do projeto ALBA.
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