O Governo decidiu lançar o programa Floresta Azul, dedicado ao restauro ecológico das pradarias marinhas, reconhecendo o seu elevado valor ambiental e a necessidade de responder às ameaças que colocam em risco estes ecossistemas. O programa, coordenado pelo Ministério do Ambiente e Energia em articulação com o Ministério da Agricultura e Mar, está alinhado com as prioridades nacionais de restauro da natureza e com os compromissos ambientais de Portugal.
O Floresta Azul prevê o mapeamento de áreas de distribuição de pradarias marinhas; intervenções físicas de restauro ecológico, incluindo ações de plantação; a criação de áreas de viveiros; ações de educação ambiental e de sensibilização das comunidades locais; e quantificar o potencial de sequestro de carbono visando a comercialização de créditos no âmbito do Mercado Voluntário de Carbono.
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho: “o Programa Floresta Azul é uma afirmação clara da prioridade que o Governo atribui à proteção e ao restauro dos ecossistemas marinhos. As pradarias marinhas são fundamentais para a biodiversidade, para a captura de carbono azul e para a resiliência da nossa costa. É por isso que decidimos financiar, através do Fundo Ambiental, projetos de restauro nos próximos dois anos”.
Já para o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes: “o Programa Floresta Azul é um contributo determinante para a concretização do modelo de economia azul sustentável patente na Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030, nomeadamente no que se refere ao incremento da produtividade dos ecossistemas marinhos. Tal se traduz em benefícios diretos para os setores das pescas e outras atividades económicas ligadas ao mar, assim como para a sustentabilidade das comunidades costeiras”.
O programa funcionará com base em contratos-programa a serem estabelecidos entre a Agência para o Clima, que gere o Fundo Ambiental, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, e um conjunto de entidades que atuam ao nível da conservação e restauro de pradarias marinhas, incluindo centros de investigação e associações de defesa do ambiente.
Desta forma, o Floresta Azul prevê um financiamento de 2 milhões de euros para o restauro das pradarias marinhas.









































