Num mundo cada vez mais exigente em termos de recursos e sustentabilidade, as tecnologias e inteligência artificial surgem como aliadas poderosas na construção de soluções verdes. De sistemas que otimizam o consumo de energia em edifícios a plataformas que monitorizam e gerem recursos hídricos em tempo real, a IA está a transformar a forma como encaramos a eficiência e a sustentabilidade.
O futuro das tecnologias verdes está cada vez mais ligado à capacidade de aprender, adaptar e intervir de forma inteligente, oferecendo soluções que combinam inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.
Assim, nesta reportagem, a Ambiente Magazine procurou junto de diferentes empresas compreender quais têm sido os avanços das mesmas no que respeita ao uso de tecnologias mais verdes e à introdução da inteligência artificial na sua operação. Hoje ouvimos a Bling Energy.
“IA será cada vez mais um motor de inovação”
Neste caso, a empresa “recorre às tecnologias verdes ao disponibilizar soluções residenciais de energia solar fotovoltaica, combinadas com sistemas de armazenamento em baterias e carregadores para veículos elétricos. Desta forma, permitimos que cada família produza, armazene e consuma energia de forma mais sustentável”. Bernardo Fernandez, CEO da Bling Energy, explica que a sua abordagem “integra eficiência energética, mobilidade elétrica e descarbonização, o que revela como a inovação pode tornar a transição energética prática e acessível para os consumidores portugueses”.

A IA acaba por ter um papel central na operação da empresa: “através de modelos avançados de previsão, conseguimos analisar padrões de produção solar, consumo doméstico e preços de mercado, ajustando automaticamente o comportamento do sistema para maximizar poupanças e autonomia energética. Internamente, utilizamos IA para acelerar processos de análise técnica, dimensionamento de sistemas e apoio ao cliente, garantindo decisões mais rápidas e precisas”. Assim, “a IA será cada vez mais um motor de inovação, permitindo-nos oferecer soluções mais inteligentes, personalizadas e eficientes”.
No que diz respeito a obstáculos às tecnologias verdes, Bernardo aponta o custo inicial das soluções, a complexidade do processo de instalação e a falta de informação clara para o consumidor: “muitas famílias reconhecem os benefícios da energia solar, mas enfrentam barreiras como orçamentos elevados, burocracias e pouca transparência técnica. Existe ainda um desafio estrutural: a rede elétrica portuguesa foi concebida para um modelo centralizado e agora enfrenta a pressão de integrar milhares de pequenos produtores de energia renovável”, afirma o CEO.
Na perspetiva da Bling Energy, o futuro do setor energético “será descentralizado, digital e orientado para o consumidor”. “Nos próximos anos, vamos ver casas equipadas com produção solar, baterias domésticas, carregadores inteligentes e sistemas de gestão energética baseados em IA”.








































