Criticada pelas feridas da serra, a Secil contrapõe com empregos

Criticada pelas feridas da serra, a Secil contrapõe com empregos

Categoria Advisor, Empresas

As imensas cicatrizes que tem aberto na serra da Arrábida há 110 anos não lhe granjeiam muitos elogios. Ainda assim, a Secil, localizada em Setúbal, apresentou ontem um estudo onde diz que o complexo industrial do Outão muito tem contribuído para a região. Mais concretamente para a geração de 672 empregos e 44 milhões de riquezas anuais na península de Setúbal. Em Portugal, o seu impacto chega aos 1689 empregos.

Na caracterização da unidade fabril, elaborada pela consultora KPMG, o ambiente – uma vez que se trata de uma área protegida – tem lugar de destaque. Aqui se argumenta que já foram recuperados mais de 41 hectares de pedreiras e 600 mil plantas crescem agora à beira do Atlântico. Alem disso, tem havido um esforço de redução das emissões de gases poluentes: desde 2009, o lançamento de dióxido de carbono para a atmosfera baixou 2%. Em relação a outros poluentes, houve uma queda de 59% nas suas emissões e as partículas baixaram 21%.

Reagindo às críticas, a Secil através do presidente da comissão executiva da empresa disse ao Público que “mais de 40% da área de pedreira foi recuperada” e que a zona da Arrábida gerida pela empresa é das mais bem preservadas. “Não há nenhuma outra parte da serra melhor cuidada do que a que encontra sob gestão da Secil”, adianta Gonçalo Salazar Leite.

O trabalho da KPMG analisou os diversos tipos de impactos da atividade da empresa na comunidade local e regional. Além do emprego que gera, há também um impacto social, patente no apoio que é dado às coletividades. Assim, em 2015, o grupo atribuiu 191 mil euros de donativos a cerca de uma centena de associações, clubes e instituições humanitárias.

O presidente da empresa conclui que a laboração da unidade é compatível com o interesse ambiental da serra da Arrábida, porque é possível estabelecer uma “relação equilibrada”. “É possível operar uma unidade fabril num ecossistema protegido de forma produtiva e sustentável e beneficiar ainda a comunidade envolvente”, defende Gonçalo Salazar Leite.

Vão ser feitos relatórios semelhantes para as outras fábricas do grupo Maceira e Patais – e um último global.