A Cleanwatts tem como novo acionista um fundo de infraestruturas gerido pela DWS, que prevê um investimento na ordem dos 150 milhões de euros até 2030, tendo por base os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), que prevê um crescimento da geração descentralizada superior a outros países europeus, devido ao elevado número de horas solares e à regulamentação que são favoráveis ao ecossistema das Comunidades de Energia.
Gerar energia renovável com preço competitivo junto aos locais de consumo, acompanhar o aumento da procura devido à crescente eletrificação e digitalização da economia, alavancar a utilização de baterias para redução de custos e mitigar, significativamente, a contribuição dos gases com efeito de estufa nos produtos de grande consumo estão entre as prioridades das duas empresas.
“A DWS e a Cleanwatts estão alinhadas em simplificar a transição energética das empresas, através da instalação de centrais fotovoltaicas sem investimento para os clientes, para que possam consumir energia a um custo competitivo e previsível a longo prazo. Paralelamente, vamos oferecer otimização e performance para explorar as centrais da melhor forma e produzir o máximo de energia com a luz solar disponível. Outra prioridade é o reforço da competência técnica, apoiado por um departamento de engenharia forte com a capacidade de dimensionar e monitorizar centrais com elevado rendimento”, afirma o CEO da Cleanwatts, Pedro Antão Alves.
O portfólio na área de infraestrutura da DWS tem outros investimentos alinhados com a transição energética e sustentabilidade, como ativos de geração eólica e fotovoltaica na Suécia, Alemanha e Espanha. A aposta na Cleanwatts reflete o potencial da empresa e de Portugal no quadro da regulamentação do autoconsumo individual e coletivo, assumido no PNEC 2030.
“Portugal é um país sofisticado em termos de regulamentação energética. Este investimento permite a implementação de projetos de descarbonização inovadores à escala local e, no futuro, poderemos ver a plataforma de gestão de Comunidades de Energia da Cleanwatts a ser aproveitada para a utilização de outras tecnologias ou noutros países europeus, onde a regulamentação poderá evoluir para um modelo similar ao português”, acrescenta o Partner da DWS, Miguel Horta e Costa.
“As Comunidades de Energia proporcionam custos inferiores para todos – clientes-âncora e membros – face ao autoconsumo individual. Com a DWS, reforçamos o posicionamento da Cleanwatts como facilitador dos desafios da transição energética, tendo uma resposta efetiva para as necessidades das empresas, tanto do setor industrial como do retalho. Os nossos clientes podem ainda ter um papel social ativo junto das suas comunidades, ao partilharem o excedente da produção de energia a preços mais baixos daqueles que estão disponíveis no mercado”, resume ainda o CEO da Cleanwatts.







































