#EconomiaCircular: Delta Cafés investe em projeto que dá uma “nova vida” à borra do café

#EconomiaCircular: Delta Cafés investe em projeto que dá uma “nova vida” à borra do café

A Economia Circular está, hoje, subjacente em muitas empresas. Produtos sustentáveis, amigos do ambiente e com um ciclo de vida longo são, cada vez mais, uma opção. Há também quem ponha em prática estes conceitos e desenvolva os seus próprios produtos. Com o objetivo de dar “voz” a projetos de cariz sustentável, a Ambiente Magazine irá, todas as semanas, apresentar algumas iniciativas aos nossos leitores e dar a conhecer o que se faz em Portugal nesta área. Esta semana, partilhamos o projeto “Urban Mushroom Farm”.

A “Urban Mushroom Farm” é um projeto que tem como foco dar uma “nova vida” à “borra do café” através da sua “recolha controlada” e da sua “utilização” para a “produção sustentável e consciente” de “cogumelos” na cidade de Lisboa. Impulsionado pela start-up Nãm, este “projeto inovador” mereceu a “atenção” e o “investimento” da Delta Cafés, parceira da ação: “Tendo nós a matéria-prima disponível, neste caso a borra do café, poderíamos fazer a diferença reduzindo o impacto ambiental e maximizando o impacto social positivo”, refere Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés.

Ambientalmente, é objetivo do projeto “reduzir” o impacto ambiental” e “maximizar” o impacto social positivo: “Estamos conscientes de que o comércio sustentável é um meio fundamental para integrar as economias e combater as assimetrias entre as diferentes regiões e permitir uma distribuição mais justa e equitativa da riqueza pelo que continuaremos a promover parcerias que fomentem a sustentabilidade ambiental”. Esta é a “filosofia” e a “atitude” do “fundador Rui Nabeiro”, que, desde sempre, “criou condições para o desenvolvimento sustentável das comunidades”, precisa o administrador.

Até à data, o balanço da “Urban Mushroom Farm” é bastante positivo, tendo-se registado uma “boa recetividade” da NÃM junto dos clientes e da comunidade da Delta-Cafés e, ao mesmo tempo, uma “consciência ambiental crescente” e cada vez mais “presente no quotidiano”. Para Rui Miguel Nabeiro, este é um “compromisso” que surge no âmbito da “estratégia de sustentabilidade” do Grupo, assente numa “produção eco-eficiente” e no “desenvolvimento de projetos sustentáveis”. A produção de cogumelos iniciou-se há quatro meses: “Em setembro produzimos 150kg; em outubro 300kg e em novembro 500Kg”. Tem sido uma “produção crescente”, pelo que, o balanço é “excelente”, declara.

É natural que muitos projetos de sustentabilidade venham a ser acelerados

Quando olham para o futuro, Rui Miguel Nabeiro não tem dúvidas de que um “caminho de sustentabilidade” é prioritário para o Grupo e para todas as suas marcas: “A sustentabilidade está no nosso ADN e trabalhamos continuamente para a conciliação entre o modelo de crescimento económico e o modelo de sustentabilidade de todas as nossas empresas de forma a assegurar o desenvolvimento sustentado do nosso negócio”.

Relativamente às temáticas da economia circular, o administrador do Grupo Nabeiro Delta-Cafés destaca que, nos últimos anos, Portugal tem “avançado” com “estratégias”, “roteiros” e “planos de ação” para o desenvolvimento de uma Economia Circular, que estão em “harmonia” com as “ambições” e “objetivos” da União Europeia. Nestas matérias, cabe ao “tecido empresarial” continuar a dar “respostas” e a “promover” projetos ambiental e socialmente sustentáveis a par com o que são as “exigências das autoridades competentes”, defende.

Sobre o contexto pandémico que o mundo vive, Rui Miguel Nabeiro é perentório: “Da mesma forma que nos obrigou a adaptar as nossas vidas, também nos desafiou a repensar os sistemas que sustentam a economia pelo que em período pós-pandemia é natural que muitos projetos de sustentabilidade venham a ser acelerados”.

Não restam dúvidas de que a economia circular é “indissociável” do futuro das comunidades. E, de acordo com o responsável, a Delta Cafés continuará a “fomentar” a “capacitação dos trabalhadores locais” e a “incentivar práticas ambientalmente responsáveis”, nomeadamente, a “conservação dos solos”, a “gestão sustentada da plantação”, a “poupança de água” e o “recurso às energias renováveis”, de modo a “não condicionar o futuro das gerações vindouras”. Para tal, avança o administrador, continuará a “desenvolver várias ações” junto das “comunidades produtoras” e a “apostar em projetos que valorizem a economia circular”.

*Este artigo foi publicado na edição 86 da Ambiente Magazine.

Cristiana Macedo