Electrão premeia “Big Changer” e “Corporate Changers” em iniciativa

Electrão premeia “Big Changer” e “Corporate Changers” em iniciativa

Nos últimos seis meses, o Electrão procurou ativistas ambientais, menos conhecidos do grande público, que diariamente fazem a diferença em prol do ambiente, com o objetivo de os dar a conhecer e para que possam inspirar outras pessoas a adotarem comportamentos que ajudem a salvar o planeta. Uma das extraordinárias agentes de mudança ou “Big Changer” é Lídia Nascimento: a vencedora da 1.ª edição do Movimento Faz Pelo Planeta By Electrão.

De acordo com uma nota divulgada pelo Electrão, Lídia Nascimento tem 50 anos, é tradutora de inglês-alemão, e há 20 que recolhe lixo nas praias: embalagens, brinquedos, redes de pesca, medicamentos, chaves, etc., a lista é muito variada e extensa. Com o projeto “Mar à Deriva”, que dinamiza juntamente com o marido, Manuel Nascimento, retirou da costa portuguesa quase 30 toneladas de lixo só nos últimos três anos. Realiza cerca de 150 ações por ano, também com o propósito de tentar proteger espécies marítimas em Portugal. Lídia Nascimento é autora do livro “Mar à Deriva” e realiza igualmente ações de sensibilização nas escolas e promove a alimentação sustentável, com vista à redução do consumo de carne e de peixe.

A ativista recorre também às redes sociais para expor e alertar para o problema do lixo à deriva na costa portuguesa. Para tal, criou as páginas “Mar à deriva – Adrift Sea” no Facebook e no Instagram, em que, através de fotografias, revela o resultado da sua ação.

Ainda na categoria “Big Changer”, o Movimento Faz Pelo Planeta By Electrão atribui duas menções honrosas, a Carlos Dobreira e a Miguel Lacerda. Carlos Dobreira destaca-se pelas acções de plogging (combinação de corrida com recolha de lixo) em que está envolvido desde 2019. Miguel Lacerda, fundador da Associação Cascaisea, dedica a sua vida à sensibilização para a problemática do lixo marinho, com estudos, livros e formações para crianças e adultos com o objectivo de mudar mentalidades, lê-se na mesma nota.

Já na categoria de “Corporate Changers”, o prémio foi para a Infraestruturas de Portugal. A empresa foi eleita nesta categoria pelos projetos de sensibilização que desenvolve internamente e por ter reunido a maior quantidade de resíduos para reciclagem, tal como previsto no regulamento do prémio.
Os vencedores desta 1a edição, eleitos pelo júri do projecto, recebem os prémios na tarde desta quinta-feira, 18 de novembro, num evento na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Terão oportunidade de viajar a um parque florestal da Europa e a empresa vencedora terá ainda acesso a planos de consultoria ambiental.

“O número de candidatos a ‘big changers’ e ‘corporate changers’ aproximou-se dos 100 a nível global. Em 2022, queremos elevar a fasquia e aumentar a participação. Vamos voltar a premiar quem já faz pelo planeta, mas com muitas novidades. Queremos potenciar a mudança de que necessitamos para um planeta mais sustentável”, sublinha o Ddirector-geral do Electrão, Pedro Nazareth.

Para inspirar a participação de muitos ambientalistas que ainda se encontram no anonimato, o movimento envolveu na iniciativa alguns dos influenciadores mais conhecidos nestas áreas: Ana Milhazes (Lixo Zero), Anna Masiello (Hero to Zero), Catarina e Rita Leitão (Zero Plástico), Catarina Matos (Mind the Trash), Gonçalo de Carvalho (SCIAENA), Inês Soares (Nononovo), Joana Tadeu e Raquel Gaspar (Ocean Alive).