Em abril registou-se uma diminuição do consumo de eletricidade no setor doméstico e aumento no setor dos serviços

Em abril registou-se uma diminuição do consumo de eletricidade no setor doméstico e aumento no setor dos serviços

Categoria Ambiente, Energia

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a tendência no consumo de energia inverteu-se, registando-se uma “redução do consumo das famílias” e um “aumento do consumo no setor dos serviços”, em relação ao ano anterior, revelam os dados do Observatório da Energia da ADENE (Agência para a Energia), relativos ao mês de abril. Segundo o boletim, partilhado, em comunicado, pela Agência, também o consumo de “derivados do petróleo” registou em abril um “aumento acentuado”.

As estatísticas rápidas do consumo energético da DGEG (Direção Geral de Energia e Geologia), apontam assim que, em abril de 2021, “o consumo de eletricidade no setor doméstico diminuiu 15,6% e aumentou 46,2% no setor dos serviços, face ao período homólogo”, refere e ADENE. Também, “o consumo de gás natural diminuiu 8,3% no setor doméstico e aumentou 47% no setor dos serviços”. Estes registos apontam, assim, para o “regresso da atividade económica, em comparação com abril de 2020, mês fortemente marcado pelas medidas de confinamento”, precisa a nota.

Em março de 2020, foram aplicadas as primeiras medidas de combate à pandemia COVID-19. Desde então, o teletrabalho e o confinamento obrigatório, levaram a um “aumento no consumo de eletricidade e gás natural por parte das famílias” e a “uma redução no setor dos serviços”. Já o “consumo de derivados do petróleo sofreu uma quebra acentuada, resultado do menor número de deslocações da população, seja ela por via terrestre, marítima ou aérea”, refere o comunicado.

Com a retoma da atividade económica, bem como o regresso da livre circulação dos cidadãos, “o consumo dos combustíveis voltou a crescer substantivamente” quando comparado com o mês homólogo: “Excluindo os transportes marítimos e o fuelóleo, é bem visível o aumento significativo do consumo de combustíveis rodoviários (98.6% no caso da gasolina e 64.5%no caso do gasóleo). O jet fuel, no setor da aviação, aumentou 295%”, refere a ADENE.