Ministros da UE pedem ação urgente para travar alterações climáticas no Ártico

Ministros da UE pedem ação urgente para travar alterações climáticas no Ártico

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) reconheceram esta segunda-feira, dia 20 de junho, a necessidade de “uma ação global urgente” para reduzir e prevenir “os riscos significativos causados pelas alterações climáticas e outros impactos ambientais na região ártica”.

Nas suas conclusões, o Conselho das Relações Exteriores pediu aos Estados-membros e ao conjunto da UE para “assegurarem soluções ambiciosas e coerentes com impactos locais e globais” que estejam enquadradas nos pontos contidos no Acordo de Paris sobre alterações climáticas.

O Conselho debateu uma futura política integrada para o Ártico, com o objetivo de dar uma resposta coerente aos desafios ambientais, económicos e sociais da região, sobre a base de um documento que a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e a Comissão Europeia (CE) apresentaram em abril do ano passado.

Os ministros recomendaram à CE “explorar formas nas quais a UE possa contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria na região e de infraestruturas resistentes ao clima”, como tecnologias de baixas emissões de carbono, de caráter inovador e de telecomunicações no Ártico.

Também convidaram a Comissão Europeia a fortalecer as pequenas e médias empresas e o turismo sustentável no Ártico para “contribuir com o desenvolvimento socioeconómico e para a resistência das comunidades locais e da região no seu conjunto”.

Nesse sentido, pediram à UE que “continue a trabalhar com as populações indígenas e com as comunidades locais para assegurar que os seus pontos de vista e os seus direitos sejam respeitados e promovidos nas políticas comunitárias que afetam o Ártico”.

O Conselho das Relações Exteriores enfatizou também a importância de um Ártico “seguro, sustentável e próspero” e indicou que a UE “tem forte interesse em construir e desenvolver seu compromisso” com a região.

Por outro lado, o Conselho avaliou positivamente a participação do bloco comunitário nas negociações para evitar a pesca não regulamentada no Oceano Ártico central.

Nesse sentido, o Conselho de ministros das Relações Exteriores da UE apreciou os esforços da CE “para fortalecer sinergias entre os diferentes instrumentos de financiamento com o objetivo de melhorar o desenvolvimento regional sustentável no Ártico”.

Os titulares das Relações Exteriores convidaram a Comissão Europeia “a trabalhar em todos os níveis para conseguir sinergias entre os programas de financiamento da UE, e entre os programas de monitorização e investigação nacionais e internacionais”.

A região ártica, na qual vivem quase quatro milhões de pessoas, abrange partes de Rússia, Estados Unidos (Alasca), Canadá, Gronelândia, Islândia, Suécia, Noruega e Finlândia.

A Greenpeace alerta que o degelo no Ártico causado pelas alterações climáticas alterará os padrões meteorológicos em latitudes médias do hemisfério norte e irá manifestar-se em mudanças notáveis na trajetória das tempestades e no fluxo de ar do hemisfério. Segundo a organização ambientalista, isto pode fazer com que as tempestades durem mais do que o normal e que os verões sejam secos e quentes em algumas regiões e mais húmidos noutras.