Nove entidades do setor das embalagens de vidro comprometem-se com metas nacionais de reciclagem

Nove entidades do setor das embalagens de vidro comprometem-se com metas nacionais de reciclagem

O atual desafio para se alcançar as metas de reciclagem do vidro de embalagem em Portugal, que se situam nos 70%, em 2025, e 75%, em 2030, levou o setor a unir-se num esforço conjunto, no âmbito das suas competências e intervenção, para desenhar uma estratégia que permita ao país cumprir, ou mesmo antecipar, as referidas metas.

O compromisso, segundo uma nota divulgada à imprensa, é assumido pela ACIBEV (Associação de Vinhos e Espirituosas de Portugal), a AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), a AIVE (Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem), a ANEBE (Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas), a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), a APIAM (Águas Minerais e de Nascente de Portugal), a APCV (Associação Cervejeiros de Portugal), a PROBEB (Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas) e pela SPV (Sociedade Ponto Verde).

Estas nove entidades propõem quatro eixos de atuação prioritários: “Sistema de Recolha”, “Comunicação e Sensibilização”, “Fluxos Complementares” e “Suporte Financeiro da Gestão de Resíduos”, cada um com medidas concretas de atuação.

Numa década tão desafiante para Portugal, esta união entre os representantes dos agentes económicos mais relevantes da cadeia de valor das embalagens de vidro reflete uma “grande dedicação e empenho em dar um contributo efetivo” para o cumprimento das metas de reciclagem do vidro. Pretende-se, assim, “reduzir o consumo de matérias-primas e de energia, bem como reduzir a pegada carbónica e aumentar a circularidade deste material de embalagem”, desatacam as entidades no mesmo comunicado.

“Com o compromisso assumido e com o apoio dos demais intervenientes na gestão dos resíduos urbanos em Portugal é possível alcançar 75% de recolha para reciclagem de todas as embalagens de vidro que são colocadas no mercado”, acreditam as entidades.