Pacto Português para os Plásticos quer envolver cidadãos na missão de solucionar os problemas associados ao plástico

Pacto Português para os Plásticos quer envolver cidadãos na missão de solucionar os problemas associados ao plástico

Categoria Ambiente, Resíduos

“Vamos Reinventar o Plástico” é o mote da campanha do Pacto Português para os Plásticos, que arranca esta sexta-feira e que pretende sensibilizar os consumidores portugueses para uma utilização responsável do plástico. A Associação Smart Waste Portugal, fundadora do Pacto Português para os Plástico, refere em comunicado que o objetivo desta campanha é “mobilizar a sociedade no processo de transição para uma economia circular dos plásticos em Portugal, uma economia onde continuamos a beneficiar das características do plástico, sem impactos no ambiente”.

Depois do envolvimento de empresas de diferentes setores, entidades governamentais, ONG’s, associações e universidades, chegou o momento de envolver também os cidadãos na missão de solucionar os problemas associados ao plástico. A primeira fase da campanha “Vamos Reinventar o Plástico” aposta numa presença digital com o site – www.pactoplasticos.pt –  numa campanha online em vários sites de referência; uma comunicação mais próxima dos cidadãos através das redes sociais; um vídeo de apresentação do projeto e a presença nos pontos de venda dos membros associados.

Pedro São Simão, coordenador do Pacto Português para os Plásticos, refere que “desde o lançamento do Pacto Português para os Plásticos, no passado mês de fevereiro, tem sido extraordinário o grau de compromisso e colaboração que os membros desta iniciativa têm apresentado. Provenientes de vários setores ao longo da cadeia de valor dos plásticos, os nossos membros têm vindo a implementar várias ações no terreno, que estão, sem dúvida, a acelerar a transição para uma economia circular para os plásticos em Portugal. Mas para que estas ações atinjam os seus objetivos, é fundamental que os consumidores percebam a sua importância”.

“A campanha (Vamos Reinventar o Plástico) representa o ponto de partida no engajamento e sensibilização do elemento mais importante da cadeia de valor: os consumidores. “Só com a adesão dos consumidores portugueses ao Pacto Português para os Plásticos será possível criar um futuro verdadeiramente sustentável e circular”, sublinha Pedro São Simão.

O Pacto Português para os Plásticos reúne mais de 80 entidades, entre marcas, produtores, retalhistas, recicladores, entidades gestoras de resíduos, Governo, universidades, ONG, poder local, assim como a comunidade, com um objetivo comum: “acelerar a transição para uma economia circular para os plásticos, onde continuamos a beneficiar das qualidades do plástico, garantindo que este nunca termina no ambiente”.

Liderado pela Associação Smart Waste Portugal e com o apoio do Governo Português, o Pacto Português para os Plásticos pertence à rede global de Pactos dos Plásticos, da Fundação Ellen MacArthur, que junta iniciativas similares de várias geografias, com o objetivo de partilha de experiências, conhecimentos e boas práticas e colocando Portugal no grupo de países que pretendem liderar esta transição.

“Estamos entusiasmados em acompanhar e apoiar os avanços do Pacto Português para os Plásticos, hoje composto por mais de 80 entidades públicas e privadas que representam toda a cadeia de valor dos plásticos, unidas por uma mesma visão: a de que o plástico nunca se torne lixo em Portugal. A cada passo dado conjuntamente por esse grupo de organizações, avançamos na construção de uma economia circular para o plástico, que envolve eliminar plásticos problemáticos e desnecessários, inovar para garantir que os plásticos produzidos sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis e circular esses plásticos na prática, para que sejam efetivamente reciclados ou compostados.” diz Thais Vojvodic, Plastics Pact Network Manager na Fundação Ellen MacArthur.

As metas ambiciosas que os membros do Pacto Português para os Plásticos se comprometeram a atingir até 2025:

  • Definir, até 2020, uma listagem de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e definir medidas para a sua eliminação, através de redesenho, inovação ou modelos de entrega alternativos (reutilização);
  • Garantir que 100 % das embalagens de plástico são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis;
  • Garantir que 70 % ou mais, das embalagens plásticas são efetivamente recicladas, aumentando a recolha e a reciclagem;
  • Incorporar, em média, 30 % de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico;
  • Promover atividades de sensibilização e educação aos consumidores (atuais e futuros) para a utilização circular dos plásticos.