“PAN é mais-valia mas não pode ser radical e pôr em segundo lugar os humanos”

“PAN é mais-valia mas não pode ser radical e pôr em segundo lugar os humanos”

Com o novo parlamento ainda a dar os primeiros passos, André Silva, do Partido-Animais-Natureza (PAN), já tem gabinete e está a tentar colocar no centro do debate algumas das suas propostas, como o fim dos canis de abate, a utilização da águia Vitória pelo clube de futebol Benfica, assim como, o já polémico fim das touradas.

Segundo o jornal I, os seus colegas recebem-no de braços abertos e com uma ideia bem assente: o PAN é uma mais-valia mas terá, por um lado, de não se radicalizar, esquecendo propostas para as pessoas, e depois entender que algumas das medidas que defende já estiveram em discussão em sessões plenárias anteriores.

De acordo com Duarte Marques, deputado do PSD, “novas forças políticas são sempre bem-vindas e o PAN é o único partido verdadeiramente ecologista no parlamento”. “Mas há certos exageros – como a abolição das touradas ou os copos menstruais – com os quais não concordo”, avança.

Já para Manuel Isaac, deputado do CDS, “o PAN é uma mais-valia desde que não seja um partido radical na defesa dos animais, pondo em segundo plano os humanos” e, reforça, ainda, “dentro do parlamento há deputados que defenderam a causa animal menos antes da entrada do PAN”, garantindo que nem todas as medidas polémicas são novidade.

“A sua eleição vem de um reconhecimento do seu trabalho junto da sociedade e da presença do PAN nas autarquias. Com André Silva haverá mais pluralidade num dos parlamentos mais interessantes de que há memória”, salientou, ainda, Pedro Delgado Alves, deputado do PS.