Presidente da Zero faz balanço das últimas iniciativas da Associação

Presidente da Zero faz balanço das últimas iniciativas da Associação

A Zero, Associação Sistema Terrestre Sustentável, está quase a assinalar o seu terceiro ano. Para assinalar o dia, a Associação vai realizar um passeio de comboio, um percurso pedestre e vai ter um espaço para reflexão no dia 1 de dezembro.

Francisco Ferreira, presidente da ZERO, deixa uma mensagem:

“Gostaria de começar por uma excelente notícia – o anúncio recente pelo consórcio GALP/ENI de não prosseguir com a pesquisa e eventual prospeção de petróleo ao largo de Aljezur constitui uma das mais importantes vitórias do movimento ambientalista local, regional e nacional que motivou um enorme consenso de dezenas de milhares de pessoas, de autarcas, de empresários. Fazendo o seu trabalho de casa, a ZERO analisou a proposta do governo para o Orçamento do Estado para 2019 e fomos recebidos por todos os grupos parlamentares. É um documento crucial que merece a nossa maior atenção e que abrange inúmeras áreas da nossa intervenção, desde a redução das emissões de gases com efeito de estufa através de medidas adequadas no setor da energia e dos transportes, à política florestal e de conservação da natureza, aos resíduos e consumo, entre outras.

Noutra frente, identificámos as perguntas chave que devem ser respondidas relativamente à necessidade, localização, impactes e futuro das infraestruturas aeroportuárias na região de Lisboa, tornando a discussão abrangente e contra se dar por assumido um novo aeroporto no Montijo, mas discutir o pacote dos impactes positivos e negativos para a saúde, emissões, entre outros aspetos.

Por último, destacaria o anúncio da pegada ecológica de seis municípios em Portugal e a informação tão interessante que se coligiu e que deve orientar o futuro destes concelhos. Temos pela frente vários desafios – atingir dois mil associados para podermos ser considerados organização não-governamental de ambiente nacional (lembro que todos os associados inscritos desde 1 de novembro ficam já com a quota de 2019 paga), fazê-lo de forma sustentada, arranjando espaço para a participação de todos, e influenciar as políticas em Portugal e na Europa promovendo um desenvolvimento sustentável. Contamos com todos”.