Procura por transportes coletivos urbanos regista crescimento homólogo de 119% de janeiro a abril de 2022

Procura por transportes coletivos urbanos regista crescimento homólogo de 119% de janeiro a abril de 2022

Manteve-se, nos quatro primeiros meses deste ano, a tendência de recuperação do número de passageiros nas empresas de transportes coletivos tuteladas pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC). Em termos agregados, e face ao período homólogo de 2021, no Metropolitano de Lisboa, no Metro do Porto e na Soflusa/Transtejo a procura cresceu 119%, indica o MAAC, num comunicado.

Das três empresas, o Metropolitano de Lisboa foi aquela em que se assistiu a uma maior recuperação: “131%, face ao quadrimestre homólogo de 2021”, lê-se na nota do Governo.

Apesar do acréscimo do número de passageiros, a procura por estes meios de transportes coletivos ainda está “aquém da verificada no período homólogo de 2019”, quando a operação das empresas ainda não fora afetada pela pandemia. Assim, segundo o MAAC, o “número de passageiros verificado até abril de 2022 representa 72% da procura registada no primeiro trimestre de 2019”.

Analisando a procura mensal, verifica-se uma tendência para a “recuperação do uso da maioria destes meios de transporte entre janeiro e abril deste ano”, sendo de notar que as férias da Páscoa ocorreram a meio do mês de abril de 2022, com efeitos na retoma da procura .

No triénio 2019-2021, através do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), do Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP) e de dotações extra para manter a oferta durante o período de pandemia, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática mobilizou 662 milhões de euros para os transportes públicos.

No mesmo comunicado, o Governo lembra que, este ano, na proposta de Lei do Orçamento de Estado, estão inscritos 138,6 milhões de euros para o PART, tal como em 2021, aos quais podem acrescer mais 100 milhões de euros para assegurar os níveis de oferta nos sistemas de transportes públicos abrangidos pelo PART, tendo em conta um cenário mais adverso dos efeitos da crise pandémica no sistema de mobilidade. Também o PROTransP será reforçado para 15,5 milhões de euros.