Projeto Green Cork já salvou 442 toneladas de cortiça e plantou mais de um milhão de árvores autóctones

Projeto Green Cork já salvou 442 toneladas de cortiça e plantou mais de um milhão de árvores autóctones

Desde 2008 que a Missão Continente, a Quercus e a Amorim promovem a recolha de rolhas de cortiça para reciclagem, valorizando esta matéria prima, sensibilizando a população e financiando a rearborização através do projeto Green Cork.

Desde o início do projeto até ao momento, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade, já foram salvas mais de 442 toneladas de cortiça e plantadas mais de 1 milhão de árvores autóctones, refere um comunicado divulgado pela Missão Continente.

Segundo o relatório da Missão Continente divulgado recentemente, “cerca de 85% das rolhas recolhidas anualmente provêm das lojas Continente”. Com pontos de recolha em todas as lojas do país, o Continente é o “maior parceiro na recolha”, tendo esta parceria já permitido o “reaproveitamento de mais de 83,5 milhões de rolhas, entregues por escolas, instituições e clientes”. Estas rolhas são depois “encaminhadas para a reciclagem”, cuja entrega “reverte a favor da plantação de árvores autóctones”, lê-se no comunicado.

Para Nádia Reis, diretora de comunicação e Responsabilidade Social do Continente “esta é já uma longa parceria e uma das mais importantes campanhas de sensibilização da Missão Continente. Preservar o nosso planeta e promover as melhores práticas, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, são alguns dos principais objetivos da estratégia da Missão Continente. Estamos muito orgulhosos deste trabalho conjunto que nos permite um forte envolvimento com toda a comunidade e simultaneamente é tão relevante para a preservação da floresta autóctone, criando impacto positivo tanto ao nível social como ambiental”.

O destino das rolhas deixou assim de ser o lixo indiferenciado e passou a ser uma das mais de 300 lojas Continente: “separar as rolhas é dar oportunidade para que este material seja reciclado e usado noutras aplicações, diminuindo a quantidade de resíduos e garantindo o armazenamento do CO2 na cortiça durante mais tempo”, sublinha a entidade.

“O Green Cork conta com um forte envolvimento e participação da comunidade, nomeadamente de milhares de crianças e seus familiares, professores e escolas, mas também de empresas de vários setores e de algumas autarquias, na promoção e recolha de rolhas de cortiça usadas. Contamos com a participação de milhares de cidadãos e suas autarquias, instituições e associações espalhados por todo o país, que se envolvem em ações de voluntariado para a plantação e manutenção das áreas recuperadas com as árvores autóctones oferecidas. Todos juntos podemos melhorar o futuro das próximas gerações”, explica Pedro Sousa, Coordenador do Green Cork.

Segundo Gisela Pires, Coordenadora de Sustentabilidade Corporativa da Corticeira Amorim, “o Green Cork tem a virtude de ter sido o primeiro programa de reciclagem de rolhas a nível mundial, tendo servido desde então de inspiração para muitas outras iniciativas. Ao utilizar circuitos de distribuição já existentes, o sistema de recolha do programa Green Cork não aumenta as emissões de CO2, possibilitando paralelamente que as verbas angariadas sejam destinadas à preservação da floresta autóctone portuguesa. Um projeto de que somos parceiros desde a sua génese e que se traduz num contributo inestimável para a biodiversidade e para a promoção das práticas de economia circular”.

A valorização económica da cortiça, nas suas diversas aplicações, permite a conservação de um dos hotspots mundiais de biodiversidade e de uma cultura rural e tradicional portuguesa ligada ao montado de sobro. A principal aplicação deste material nobre é a rolha e a possibilidade da sua reciclagem aumenta os benefícios ambientais associados à sua utilização.

‘Juntar Rolhas é Plantar Árvores’, tem por objetivos principais recolher rolhas e financiar a plantação de árvores autóctones através do Floresta Comum. O Green Cork é um projeto que funciona em ciclo: “da árvore vem a cortiça, a reciclagem dá novos usos à cortiça que antes estava na rolha, e ainda permite que se plantem novas árvores”, refere a mesma nota.