No Dia Mundial da Vida Selvagem, assinalado esta terça-feira (3 de março), a Quercus fez um balanço da atividade dos seus três Centros de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS), que em 2025 acolheram 1.673 animais, um aumento de 7% face ao ano anterior.
Segundo os dados divulgados, 1.577 animais deram entrada com vida e 42,2% conseguiram recuperar e regressar ao habitat natural . O mês de julho voltou a ser o período mais exigente, concentrando cerca de 440 admissões, 26% do total anual, maioritariamente crias órfãs.
As aves representaram a esmagadora maioria dos ingressos (83,8%), seguidas dos mamíferos (14,4%) e dos répteis e anfíbios (1,7%) . Entre as principais causas de entrada nos centros estão a queda do ninho ou orfandade (35,1%) e traumatismos de origem desconhecida (19,3%). Mantêm-se, contudo, situações associadas a práticas humanas ilegais, como o tiro (1,1%), o cativeiro ilegal (1,7%) e o envenenamento (0,09%).
Durante o ano passado, os centros acolheram ainda 127 indivíduos pertencentes a espécies com estatuto de ameaça: 111 classificadas como “Vulnerável”, 10 “Em Perigo” e seis “Criticamente em Perigo” . Em 2025, passaram também pelos CRAS 137 estagiários e voluntários.
A associação ambientalista sublinha que o trabalho desenvolvido vai além da reabilitação de animais. A análise dos casos recebidos permite identificar padrões nas causas de ingresso e fatores de ameaça, bem como áreas geográficas mais afetadas, contribuindo para a implementação de medidas preventivas e corretivas.







































