Trancoso: um percurso sustentável de valorização ambiental

Trancoso: um percurso sustentável de valorização ambiental

Para garantir um desenvolvimento sustentado, o município de Trancoso tem privilegiado políticas e medidas que promovem e valorizam a qualidade ambiental, procurando conservar e recuperar o património natural do território.

Nesse sentido, a autarquia está particularmente atenta a ações que conduzam à mitigação das ocorrências de incêndios florestais. Além disso, através de técnicas preventivas e conservativas, tem procurado valorizar o extenso arvoredo da cidade, destacando a conservação do Parque Municipal de Trancoso, plantado em 1886 e classificado desde 2004 como arvoredo de interesse público. Outras medidas que se juntam a estas políticas relacionam-se com a gestão e valorização de resíduos, valorização energética e dos recursos hídricos, bem como investimentos na melhoria contínua da rede de abastecimento de água e de tratamento de águas residuais.

No que diz respeito à gestão de resíduos, a Câmara Municipal de Trancoso pode orgulhar-se de ter implementado medidas muito concretas, desde há muitos anos, a fim de promover o correto encaminhamento e valorização de resíduos dos munícipes. Além da preocupação com uma eficiente recolha indiferenciada de resíduos, o município desenvolveu mecanismos de recolha porta-a-porta de monos domésticos e de papel/cartão, “um procedimento simplificado através do qual procuramos, com resultados positivos, incrementar a taxa de valorização de resíduos, mas também controlar a deposição indevida dos mesmos”, revela Amílcar Salvador, presidente da autarquia.

Complementar a estas medidas está a parceria com a Resiestrela que, para além da gestão de resíduos em alta, gere todo o processo de recolha seletiva de resíduos, quer no ecocentro de Trancoso, quer na rede de ecopontos.

O concelho dispõe hoje de uma rede de deposição seletiva de resíduos que abrange a totalidade das freguesias, num total de 77 ecopontos distribuídos por 45 aglomerados populacionais, apresentando um rácio de aproximadamente 1 ecoponto por 128 habitantes.

Já no que se refere à qualidade da água, esta é assegurada, na quase totalidade do território, pela concessionária Águas da Teja, entidade responsável pela gestão do sistema em alta e em baixa. Como origem de água para consumo humano destaca-se a albufeira e a ETA da Teja que, de forma complementar com a captação deste recurso de nascentes, asseguram o abastecimento da totalidade do concelho. Resultado do empenho do município e das entidades com quem trabalha, no ano de 2018 a Águas da Teja foi distinguida pela ERSAR com o “Selo de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano”, premiando o resultado de 99,28% de água segura e de cumprimento dos valores paramétricos.

Um concelho sustentável
Sempre consciente da importância da sustentabilidade ambiental, Trancoso procura aliar as medidas implementadas a uma eficiência económica e social. A implementação de medidas que promovam a eficiência energética, a gestão do consumo de recursos hídricos e a conversão do parque automóvel são já áreas de destaque nas políticas a privilegiar por este executivo.
Com o princípio de redução dos consumos de energia, o município converteu a iluminação dos edifícios municipais em sistemas mais eficientes, destacando-se o investimento na iluminação cénica da muralha de Trancoso.

Também a frota automóvel dos serviços municipais está a ser alvo de reconversão, contando já com duas viaturas elétricas de limpeza urbana, e às quais, mediante disponibilidade financeira, serão agregadas outras, a fim de reduzir os consumos e a pegada ecológica dos serviços municipais.

Outra preocupação da autarquia é a educação ambiental, essencial para o desenvolvimento sustentável. Assim, em colaboração com as instituições de ensino do concelho, a Câmara Municipal de Trancoso tem renovado a sua aposta na sensibilização, formação e educação, promovendo a adoção de atitudes ambientalmente mais corretas, que contribuam para o desenvolvimento sustentado e assim, para a melhoria da qualidade de vida da população.

Este artigo foi publicado na edição 84 da Ambiente Magazine.