“Transição energética é absolutamente crítica para o sucesso e competitividade da economia portuguesa”

“Transição energética é absolutamente crítica para o sucesso e competitividade da economia portuguesa”

“Responder aos desafios que a energia coloca às empresas”. Esta é uma das grandes missões da Smartwatt que, através das suas soluções, assegura a todos os clientes uma maior rentabilidade nos processos e um consequente comportamento sustentável, promovendo uma eficaz e eficiente transição energética. Enquanto empresa que desenvolve atividades ao longo de toda a cadeia de valor no setor energético, a Smartwatt encara a transição energética e a aposta na sustentabilidade como absolutamente crítica para o sucesso e competitividade da economia portuguesa.

À Ambiente Magazine, Jorge Borges de Araújo, CEO da Smartwatt, assegura que os serviços prestados pela empresa já permitiram uma “poupança de mais 20 milhões de euros, evitando mais de 120 mil toneladas de CO2 emitidas para a atmosfera”, contando com “mais de 75 GWh de energia renovável produzida” nos clientes. “O nosso foco centra-se na otimização dos recursos energéticos, que se traduz na redução de consumos energéticos, emissão de gases nocivos e da fatura de energia, assim como na otimização de processos através da digitalização”, afirma o empresário. Tendo em conta que o “cliente empresarial”, como a indústria, hotelaria e comércio, é um foco importante da Smartwatt, a empresa propõe serviços suportados por “sistemas de monitorização” que permitam “medir e acompanhar os resultados alcançados ao longo do tempo” e, assim, “promover a melhoria contínua”.

Enquanto “contributo” para a inovação do setor energético, a Smartwatt dedica uma área de negócio à Inteligência Artificial, onde desenvolve sistemas inteligentes para ativos renováveis de produção de energia eólica, fotovoltaica e hídrica e para próprias redes: “Hoje em dia, pela complexidade do sistema energético, seria impossível gerir os diversos sistemas sem Inteligência Artificial”. É nessa área de negócio que “otimizamos os ativos de produção de energia renovável e as redes de energia”, através de “sistemas inteligentes que conseguem garantir mais tempo de produção dos ativos”, e, portanto, “maior rentabilidade”, e “menor tempo de paragem”, possibilitando aos clientes pagarem menos em penalidades:  “É cada vez mais importante a gestão otimizada sendo necessária a Inteligência Artificial para tornar possível essa otimização”.

Tendo como prioridade estar na “linha da frente” das soluções, adaptando os serviços e produtos às necessidades das empresas e da sociedade, a Smartwatt procura, constantemente, aumentar globalmente a sustentabilidade e competitividade: “A transição energética passa por, entre outras, a eletrificação da economia, o que implica um enorme esforço de investimento e a procura das melhores soluções, que vão desde sistemas e equipamentos industriais a novas soluções de produção de energia renovável (térmica e elétrica), passando pelos transportes e soluções de armazenamento”. Apesar dos vários desafios que a transição energética acarreta, Jorge Borges de Araújo acredita que a empresa está bem posicionada para dar resposta: “Além das competências técnicas ao nível da energia, temos investido continuamente também nas competências para a transição digital. A transição energética não acontecerá sem a transição digital: é onde nós estamos e queremos continuar a estar nas duas frentes em simultâneo, levando o melhor destes “dois mundos” aos nossos parceiros”.

“…não há dúvida que é um bom investimento e que o caminho é o das renováveis”

Relativamente à “consciência” da indústria sobre energias renováveis, o CEO da Smartwatt considera que há uma evolução notória nesse campo: “Os últimos acontecimentos mundiais combinados com a dinâmica do mercado energético, levaram a uma maior consciencialização para o tópico da energia, inclusivamente da produção, levando a uma maior autonomia no que toca à energia consumida e alguma independência das flutuações de preço que se observa no mercado”. Hoje, para a indústria, não é apenas relevante o facto de ser “mais barato produzir a própria energia através de sistemas fotovoltaicos”, mas também o facto deste investimento trazer “mais previsibilidade de custos futuros de energia”, afirma o responsável, constatando que a “pressão de se ser mais ‘amigo’ do ambiente e de se promover e praticar a sustentabilidade, traz, de uma forma geral, uma maior consciência para necessidade de se otimizar recursos, reduzir consumos e produzir a sua própria energia através de recursos renováveis”.

Aquele que parece ser o maior “entrave” das empresas no rumo às renováveis, passa pela “existência de espaço físico e condições locais favoráveis” para se poder investir nas renováveis: “Ainda temos processos burocráticos que não ajudam, mas hoje não há dúvida que é um bom investimento e que o caminho é este”. Acresce o facto dos “sistemas de armazenamento começarem a ser mais atrativos” e isso também ajudará a que “os investimentos façam ainda mais sentido num futuro próximo”, refere.  A “transição para os veículos elétricos” é também algo a ter em conta, visto que está a acelerar, tornando ainda mais pertinente a “aposta nas renováveis”, em particular para “as empresas que detenham frotas de veículos para as suas atividades”, pois poderão “usufruir de reduções significativas de custos com o combustível e ainda reduzir as emissões associadas às frotas”, precisa.

Relativamente ao papel da inovação, Jorge Borges de Araújo parece não ter dúvidas do quão importante é esta área: “A transição energética implica uma eletrificação da economia, o que requer que a gestão de todo o sistema não possa falhar. Ora, a inovação, associada a novos equipamentos e soluções inovadoras, a digitalização de sistemas e automatização dos mesmos, com apoio a tecnologias de ponta como o caso de sistemas inteligentes, são absolutamente essenciais para que esta transição energética aconteça”. Por outro lado, é também essencial para “garantir segurança no abastecimento e na utilização da energia”, bem como o alcance dos objetivos previstos em termos de metas de Portugal para a redução de consumos e de emissões ao nível europeu, remata.

Cristiana Macedo