Via ecológica ciclável vai ligar Mira a Estarreja

Via ecológica ciclável vai ligar Mira a Estarreja

Um passadiço de madeira com cerca de cinco quilómetros vai ser construído sobre a ria de Aveiro e o rio Vouga, desde Esgueira até Cacia. A estrutura sobrelevada vai contornar o curso de água, ligando o novo Cais da Ribeira de Esgueira à margem sul da Ponte do Vilarinho, já no rio Vouga, em Cacia, passando por Mataduços e Póvoa do Paço, informa hoje o Jornal de Notícias.

A obra integra a Via Ecológica Ciclável (VEC), constituída por dois troços, que ligam Mira a Estarreja, num total de 48 quilómetros. A empreitada da VEC foi adjudicada na semana passada pela Polis Litoral Ria de Aveiro (PLRA), pelo valor de 1,1 milhões de euros, e deverá estar concluída no final deste ano.

A empreitada será financiada pela Polis, que aprovou ainda o lançamento de três concursos de empreitada no valor de 3,7 milhões de euros.

O troço Estarreja-Albergaria-Aveiro, com uma extensão de 23 quilómetros, inicia-se no Canal de S. Roque, em Aveiro, e termina no Esteiro de Estarreja, passando por vários canais recentemente intervencionados pela Polis, nomeadamente o cais da Esgueira, de Canelas e de Salréu. Este troço aproveita caminhos já existentes, essencialmente a Norte do Rio Vouga (Estarreja e Albergaria), sendo que para sul está previsto o referido passadiço junto à ria.

Por sua vez, vinte e cinco quilómetros terá o troço Vagos-Mira. Começa na ligação do Caminho do Praião (Vagos), também requalificado pela Polis, e aproveita os caminhos rurais existentes. No concelho de Mira, a atual ciclovia será requalificada, desenvolvendo-se ao logo de pinhais e eucaliptos, passando pela Barrinha, Lagoa de Mira, praia da Barra de Mira (na zoa central) e a praia do Areão (do outro lado da Ria, a norte, já em Vagos).

Para Ribau Esteves, presidente da Câmara de Aveiro e, também, líder da Comunidade Intermunicipal da Região (CIRA) e vogal da Polis, a Via Ecológica Ciclável tem dois objetivos: “Fruição dos valores ambientais da Ria e criação de condições de mobilidade para o uso correto dessas zonas, não degradando, por exemplo, diques e motas”. O autarca não tem dúvidas que a VEC “vai ser muito utilizada dando a conhecer uma zona linda para muitos desconhecida”.