“A pesca por um mar sem lixo” arranca na Figueira da Foz

“A pesca por um mar sem lixo” arranca na Figueira da Foz

Categoria Águas, Ambiente

Depois do arranque em Peniche, Ilha da Culatra e Aveiro, o projeto “A pesca por um mar sem lixo” foi agora alargado ao porto de pesca da Figueira da Foz, numa iniciativa do Ministério do Mar que está a ser desenvolvida pela Docapesca em parceria com a Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM).

Na Figueira da Foz, segundo a informação enviada pela Docapesca, a iniciativa conta com a adesão das organizações de produtores e associações do setor que operam neste porto (arrasto, cerco e pesca artesanal), tendo sido criados cinco pontos para deposição dos resíduos recolhidos em terra.

O projeto conta com a participação da Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral, da Figpesca – Associação dos Pescadores e Armadores do Centro Litoral, da ADAPI – Associação dos Armadores das Pescas Industriais, do For-Mar, da Câmara Municipal da Figueira da Foz, da Junta de Freguesia de São Pedro e da TRIU – Técnicas de Resíduos Industriais e Urbanos.

O projeto-piloto iniciou-se no porto de pesca de Peniche (2016) e foi depois implementado, em agosto de 2017, no núcleo piscatório da Ilha da Culatra (Faro) e no porto de pesca de Aveiro.

Até ao momento, nestes três locais, “já foram recolhidos 284 m3 de embalagens (o equivalente a nove contentores marítimos de 20 pés) e 863 m3 de resíduos indiferenciados (26 contentores), num total de 1.147 m3 (35 contentores).Estão envolvidos 835 pescadores, 256 embarcações, 15 entidades parceiras e oito associações e organizações de produtores”, lê-se na nota.

“A pesca por um mar sem lixo” tem como objetivo a redução dos resíduos no mar, através do apoio à adoção de boas práticas ambientais por parte dos pescadores, promovendo a valorização e reciclagem desses resíduos.

Ao promover a recolha seletiva dos resíduos gerados a bordo e capturados nas artes de pesca e disponibilizando as infraestruturas adequadas para a sua receção em terra, este projeto vem unir pescadores e portos na melhoria das condições ambientais da zona costeira portuguesa e na preservação dos ecossistemas marinhos.

Todos os anos, milhões de toneladas de lixo chegam aos nossos oceanos. Uma garrafa de plástico leva 450 anos a decompor-se, as redes e cordas de pesca demoram 600 anos, uma lata de alumínio entre 80 e 200 anos e uma beata de cigarro de um a cinco anos.