A Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) manifestou preocupação com o acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia, alertando para possíveis impactos negativos na competitividade da indústria europeia e, em particular, do setor do alumínio em Portugal.
A associação defende a criação de mecanismos de proteção eficazes para setores considerados estratégicos e pede a introdução de regras que favoreçam a preferência europeia em áreas sensíveis. Segundo a APAL, o acordo poderá agravar situações de concorrência desleal num contexto já marcado por custos energéticos elevados, exigências ambientais mais rigorosas e aumento da concorrência internacional.
A organização enviou uma carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao primeiro-ministro Luís Montenegro, a vários ministérios e aos eurodeputados portugueses, com o objetivo de que as preocupações do setor fossem consideradas na reunião do Conselho Europeu de 12 de fevereiro de 2026, dedicada, entre outros temas, à proteção das empresas europeias face à concorrência internacional.
De acordo com a associação, o setor do alumínio é estratégico para a economia europeia, com aplicação em áreas como construção, mobilidade sustentável, energia e indústria transformadora, contribuindo para objetivos de descarbonização e economia circular.
A APAL afirma ter enviado documentação técnica e a sua posição oficial às instituições nacionais e europeias envolvidas no processo de decisão, defendendo uma avaliação aprofundada dos impactos económicos e industriais do acordo.
Com esta iniciativa, a associação pretende reforçar a representação do setor do alumínio português junto das instituições europeias e nacionais, defendendo um equilíbrio entre abertura comercial e proteção das cadeias produtivas estratégicas







































