Cabo Verde obteve valores recorde de nidificação da “tartaruga comum” em 2017

Cabo Verde obteve valores recorde de nidificação da “tartaruga comum” em 2017

O Projeto Biodiversidade e a BIOS.CV – organizações cabo-verdianas para a conservação do ambiente – contribuíram, com o apoio da RIU Hotels & Resorts, para o maior número de ninhos de tartaruga comum (Caretta caretta) registado na história da Ilha do Sal e uma recuperação importante da nidificação na Boa Vista, ao quadruplicar os resultados de 2014.

Durante o ano de 2017, o Projeto Biodiversidade registou um total de 7634 novos ninhos desta tartaruga, quase o dobro do ano passado, cujo valor foi de 4120; enquanto a BIOS.CV registou 4688 ninhos na Boa Vista, consolidando assim um aumento muito importante e contínuo do número de ninhos desde 2013.

De acordo com os dados apresentados pelo Projeto Biodiversidade, durante 2017 foram ainda capturadas 250 tartarugas no total, sendo que 14 delas conseguiram ser resgatadas. Perderam-se, porém, 236 exemplares, 203 em praias não protegidas e 33 em praias protegidas.

De modo a proteger os ninhos que se encontram em mau estado, a associação coloca-os em zonas de desova distribuídas pela Ilha do Sal. Em 2017, foram transferidos 1310 ninhos (17% do total dos registados na zona) para zonas de incubação, 984 deles para a zona de desova da RIU Hotels que se encontra na praia em frente do resort. Na Ilha do Sal, foi possível liberar um total superior a 70 mil tartarugas dos viveiros.

Em relação à Boa Vista, a BIOS CV. identificou este ano um total de 4688 ninhos de tartaruga de cerca de 910 fêmeas diferentes nas praias vigiadas por esta associação dentro da Reserva Natural das Tartarugas, a zona de maior densidade do mundo em relação a esta espécie. A temporada deste ano prolongou-se desde 15 de maio até 20 de novembro e resultou em mais de 20 mil ninhos registados em toda a ilha.

Por sua vez, a BIOS Cabo Verde, com o apoio da RIU Hotels, ampliou em 2018 de um a três viveiros de incubação controlados para evitar a perda de ninhos por predação, inundação e erosão costeira. Nestes viveiros foram colocados 998 ninhos, 21% do total de ninhos registados, garantindo a chegada ao mar de mais de 56 000 crias.