Carvão nas minas do Pejão ainda está a arder. Quercus manifesta preocupação

Carvão nas minas do Pejão ainda está a arder. Quercus manifesta preocupação

Desde os incêndios de 15 de outubro que o carvão das antigas minas do Pejão ardem a céu aberto, e nos dias de chuva sente-se ainda mais a nuvem de fumo. A Quercus tem recebido diversas denúncias relativas a esta situação que se sente junto à povoação de Pedorido, no concelho de Castelo de Paiva.

Em comunicado, a asociação explica que desde os incêndios de outubro, que esta combustão, com um intenso cheiro a enxofre, ocorre e com as chuvas das últimas semanas a nuvem de fumo é ainda mais visível, o que tem levantado sérias preocupações junto da população local”.

Na mesma nota, a Quercus manifesta a sua “preocupação com a combustão a céu aberto de resíduos das antigas minas de carvão do Pejão que continua a ocorrer junto à povoação de Pedorido, no concelho de Castelo de Paiva, pelos impactes ambientais que a mesma poderá provocar”. Acrescente-se que este tipo de combustão liberta normalmente grandes quantidades de gases com efeito de estufa e outros poluentes tais como o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, o metano, o dióxido de enxofre e óxidos de azoto.

Para além da libertação destes gases, fenómenos deste tipo são também suscetíveis de provocarem o aluimento de terras na sua envolvente. A Quercus recorda ainda “que existem exemplos, de minas de carvão que se incendiaram e continuam a arder. Um desses exemplos é mina de Centralia, na Pensilvânia, nos Estados Unidos da América, que arde desde 1962 e onde existem previsões de que possa ficar a arder por mais 250 anos”. Só na China, acrescenta a Quercus, “ardem anualmente 20 milhões de toneladas de carvão em fogos sem controlo, em minas de carvão. A nível económico, na Pensilvânia os custos associados aos fogos em minas e carvão já ultrapassaram atualmente os mil milhões de euros”.

“Todos estes factos são motivo de preocupação e fazem com que a Quercus solicite às autoridades competentes informação urgente sobre este caso, que ocorre apenas a cerca de 30 km da cidade do Porto, de modo a restaurar a tranquilidade e, sobretudo, a segurança ambiental e das populações locais”, concluí a associação.