Central solar em Alandroal custa 13 milhões de euros e começa a produzir em 2020

Central solar em Alandroal custa 13 milhões de euros e começa a produzir em 2020

Categoria Ambiente, Energia

A primeira central solar no concelho de Alandroal, distrito de Évora, deverá começar a produzir energia no primeiro semestre de 2020, após um investimento de treze milhões de euros, revelou a fonte da sociedade promotora.

A central vai ter uma “capacidade instalada pico de 18,5 megawatts (MW)” e entrar “em produção no primeiro ou segundo trimestre do próximo ano”, indicou à agência Lusa fonte da gerência da Sociedade Solar do Freixial.

A denominada Central Solar do Freixial, cuja cerimónia do lançamento da primeira pedra está marcada para quarta-feira, vai ser construída num terreno com uma área superior a trinta hectares, na Herdade do Pego da Moura, no concelho de Alandroal. Segundo a mesma fonte, a futura central será constituída por mais de 52 mil painéis solares, cada um com uma capacidade de 350 watts, prevendo-se “uma produção anual de cerca de 30 gigawatts de energia”.

“Vai ter uma produção que vai ajudar significativamente o concelho de Alandroal a tender para um equilíbrio em termos dos seus consumos anuais e contribuir para a sustentabilidade, porque é energia renovável e própria”, vincou.

O projeto, que começou a ser desenvolvido há cinco anos, envolve um investimento de 13 milhões de euros, adiantou a fonte, assinalando que a sociedade promotora conta com cerca de 50 investidores individuais portugueses.

Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, considerou o projeto “extremamente importante para o concelho”, sublinhando que “é o maior investimento privado de que há memória no concelho”. Para o autarca, “tem também um significado muito grande por ser um investimento nas energias renováveis e numa área virada para o futuro e acreditamos que este poderá ser o primeiro de muitos”. O responsável destacou ainda “a criação de postos de trabalho direitos e indiretos, sobretudo durante a fase de construção”, e o facto de a empresa estar sediada no concelho, o qual vai “beneficiar em impostos diretos”. Com a instalação da central no concelho, “a estimativa de derrama a pagar por esta empresa duplica a receita” deste imposto em relação ao valor cobrado atualmente.