#ENEG2021: “Há muito brainstorm e partilha de conhecimento essencial”

#ENEG2021: “Há muito brainstorm e partilha de conhecimento essencial”

O Tivoli Marina Vilamoura – Centro de Congressos do Algarve tem sido o palco da edição 2021 do ENEG (Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento). Desde terça-feira, 23 de novembro, até sexta-feira, 26 de novembro, estão presentes na sala de exposições mais de 50 empresas a apresentar aquilo que de melhor se faz no país. Incluído no programa do ENEG, estão ainda 218 comunicações.

Um bom exemplo disso é a Luságua, empresa que pertence ao Grupo Aquapor, que está no Encontro para apresentar várias comunicações técnicas de um conjunto de projetos que têm desenvolvido dentro do Grupo: “São projetos de desenvolvimento e performance operacional e de gestão”, afirmam João Graça, responsável de desenvolvimento de negócio da Luságua, e Carlos Raposo, responsável de comunicação e imagem da Aquapor. Para além das apresentações, o Grupo Aquapor está no ENEG com stand próprio: “Estamos a mostrar o que é a nossa empresa (Luságua) e o grupo que integramos”. Aliás, a “nova estrutura acionista” é também motivo da presença no certame: “Estamos dentro de um grande grupo francês – Saur – e queremos dar a conhecer este novo enquadramento institucional da empresa como uma forte componente tecnológica e com tecnologia internacional ao nosso dispor para implementar em Portugal”.

Desta forma, os dois responsáveis concordam com a importância do ENEG: “Há muito brainstorm e partilha de conhecimento essencial”. A isto, acresce que é um momento onde “há um um repensar sobre as estratégias do passado – o que funcionou e o que não funcionou – realinhar estratégias e reajustar para prestar um melhor serviço no futuro”. No fundo, trata-se de um Encontro onde “paramos e vemos o que se anda a fazer” e, sendo que a missão das operadores de água é servir as populações, o foco da Aquapor é esse mesmo: “Estes momentos ajudam a perceber quem está melhor em determinados pontos do serviço de abastecimento de água e saneamento de águas residuais”, declaram.

Questionados sobre o (verdadeiro) valor da água, João Graça e Carlos Raposo são claros: “A água vale muito mais do que é o seu preço: infelizmente, essa percepção de valor não tem sido bem transmitida e captada pelos clientes, mas a água é muito mais do que o custo que temos para fazer chegar a casa das pessoas. A água é também uma fonte de equidade entre as pessoas e tem de estar acessível a todos, independentemente dos seus recursos, mas também os custos dos serviços têm de ser pagos. Em suma, a água é um meio de estabilidade social, bem estar e qualidade de vida”.

Organizado bienalmente pela APDA (Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas), a edição 2021 do ENEG tem como tema central: “Dificuldades na Gestão da Água e a Emergência Climática: Mudanças Necessárias”.

Cristiana Macedo, no ENEG 2021, em Vilamoura, Algarve