Espanha e Portugal com potencial para serem lideres na construção de uma Península Ibérica “mais verde, digital e inclusiva”

Espanha e Portugal com potencial para serem lideres na construção de uma Península Ibérica “mais verde, digital e inclusiva”

Categoria Ambiente, Energia

A Fundação Repsol, a Câmara de Comércio Espanhola e a Câmara de Comércio Hispano-Portuguesa estão a organizar os Seminários Ibéricos de Energia, um ciclo de três encontros digitais para explorar as oportunidades e sinergias entre Espanha e Portugal e, assim, avançar em conjunto no sentido de uma transição energética sustentável e inclusiva.

Segundo um comunicado divulgado à imprensa pela Fundação Repsol, o tema em foco no encontro do segundo dia, realizado esta quinta-feira, foi o papel do setor energético e a relevância da colaboração público-privada para acelerar a transição energética de uma forma sustentável. Entre os temas abordados, estiveram os investimentos, o desenvolvimento de novas tecnologias apoiadas pela inovação e digitalização, e o apoio a projetos de grande escala, precisa a nota.

A abertura desta segunda jornada dos Seminários Ibéricos de Energia contou com a presença de António Calçada, diretor-geral da Fundação Repsol e presidente da Câmara de Comércio Espanhol-Portuguesa; Sara Aagesen, a secretária de Estado da Energia de Espanha e João Galamba, secretário de Estado da Energia de Portugal.

No seu discurso, Sara Aagesen salientou a importância da colaboração público-privada para acelerar a transição energética, realçando o potencial de Espanha e Portugal para serem líderes neste caminho, construindo uma Península Ibérica “mais verde, mais digital e inclusiva”.

Por sua vez, o secretário de Estado da Energia de Portugal, João Galamba, destacou a importância do investimento e do desenvolvimento tecnológico para o avanço na transição energética, lê-se no mesmo comunicado.

Na mesa redonda “Empresas e colaboração público-privada: o acelerador na transição energética na Península Ibérica”, contou com a participação de Antonio Brufau, presidente da Repsol; Andy Brown, CEO da Galp; Miguel Stilwell d’Andrade, CEO da EDP e da EDP Renováveis; e Francisco Reynés, presidente executivo da Naturgy.

Para Antonio Brufau, o setor energético enfrenta novos desafios no contexto atual, mas também novas oportunidades, entre elas a colaboração público-privada, que considerou ser fundamental. O presidente da Repsol salientou a necessidade de avançar para uma economia descarbonizada e digitalizada, e assegurou que “é necessário apostar na força industrial, a ciência e a tecnologia, procurando as soluções mais competitivas para conseguir uma transição energética justa”.

Andy Brown, CEO da Galp, mencionou que a colaboração entre entidades públicas e privadas será fundamental para “aumentar a competitividade e facilitar o desenvolvimento de novos negócios na Península Ibérica, tais como o hidrogénio e a cadeia de valor das baterias”.

Durante o seu discurso, Miguel Stilwell d’Andrade referiu que “é necessário avançar para uma transição energética rentável e em harmonia com a sociedade”. O CEO da EDP e da EDP Renováveis afirmou ainda que “os fundos europeus são uma oportunidade para avançar nesta direção, promovendo a inovação e a ciência”.

Francisco Reynés, salientou que “o setor público e as empresas devem trabalhar em conjunto para alcançar as condições necessárias para promover o investimento no quadro da transição energética”.

Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio Luso-Espanhola, encerrou o evento, realçando “o papel estratégico do setor energético em Espanha e Portugal como impulsionador da economia e da recuperação”.

Seminários Ibéricos de Energia

Os Seminários Ibéricos de Energia tiveram início a 8 de junho, com um dia centrado no importante papel da tecnologia e das capacidades industriais no contexto europeu de recuperação económica no pós-pandemia. Participaram no evento representantes do setor público e peritos da área académica.

Os encontros encerram, com o último encontro, a 29 de junho, numa conferência centrada no papel da Europa face aos objetivos climáticos, ao panorama geopolítico e às megapotências energéticas no contexto ibérico.

O acesso às sessões pode ser feito aqui