“Governo tem de alavancar o setor solar térmico com a maior brevidade”

“Governo tem de alavancar o setor solar térmico com a maior brevidade”

Categoria Ambiente, Energia

A capacidade instalada de sistemas solares térmicos sofreu um decréscimo médio anual de 27% entre 2010 e 2014, esperando-se uma estabilização para este ano de 2015, revela o Observador Solar Térmico. Estes dados são, contudo, contrários aos objetivos definidos no Plano Nacional para a Eficiência Energética e Energias Renováveis, publicado a 10 de abril de 2013.  Segundo as previsões apontadas no relatório – OST 1S 2015 – ficam por instalar cerca de 1.117.46 m2 de sistemas solares até 2020.

De acordo com a Apisolar, representante da indústria solar em Portugal, perante esta realidade, o governo”terá de adotar com a maior brevidade, programas e medidas ajustados ao perfil de consumo dos portugueses que permitam alavancar o setor solar térmico nos próximos cinco anos”.

Recorde-se que no Plano Nacional para a Eficiência Energética e Energias Renováveis, definiram-se dois objetivos primordiais até 2016: duplicar a poupança energética através do Sistema de Eficiência Energética dos Edifícios, o que significa poupar 160.745 tep e aumentar em 72% a poupança energética através de solar térmico no programa Renováveis na Hora, diga-se evitar 73.607 tep.

Neste contexto, determinou-se que até 2020 devem instalar-se 2.214.282 m2 de sistemas solares térmicos, o que corresponde a um crescimento médio anual de 11,5% entre 2010 e 2020, realidade ainda longe de acontecer.