Repsol compra ativos de baixas emissões da Viesgo e a sua comercializadora por 750 milhões de euros

Repsol compra ativos de baixas emissões da Viesgo e a sua comercializadora por 750 milhões de euros

Categoria Advisor, Empresas

O Conselho de Administração da Repsol aprovou a aquisição da Macquarie Infrastructure and Real Assets (MIRA) e Wren House Infrastructure e dos negócios não regulados de geração de eletricidade de baixas emissões da Viesgo, bem como a sua comercializadora de gás e eletricidade, por um valor de 750 milhões de euros.

Com esta operação, a Repsol dá um passo no cumprimento do seu objetivo de transição energética, ao operar num negócio de baixas emissões com uma posição rentável e de longo prazo, que está em linha com o seu compromisso no combate à alteração climática.

A aquisição, estratégia industrial a longo prazo, permite à empresa desenvolver novas capacidades, inclui a incorporação de um novo operador no setor do gás e da eletricidade e demonstra a vontade de investimento da Repsol em gerar novas oportunidades de trabalho. Paralelamente, reforça-se a competência no setor, o que irá beneficiar os consumidores.

“Com esta operação, a Repsol dá um passo no cumprimento do seu objetivo de transição energética, ao operar num negócio de baixas emissões com uma posição rentável e de longo prazo, que está em linha com o seu compromisso no combate à alteração climática”, lê-se em comunicado.

A aquisição, estratégia industrial a longo prazo, permite à empresa desenvolver novas capacidades, inclui a incorporação de um novo operador no setor do gás e da eletricidade e demonstra a vontade de investimento da Repsol em gerar novas oportunidades de trabalho. Paralelamente, reforça-se a competência no setor, o que irá beneficiar os consumidores.

Ativos de geração adquiridos pela Repsol 

empresa adquiriu centrais hidroelétricas com uma capacidade instalada de 700 MW, situadas no norte de Espanha e com um grande potencial de crescimento orgânico. Comprou também duas centrais de ciclo combinado de gás, em Algeciras (Cádiz), construída em 2011, e Escatrón (Zaragoza), construída em 2008. As duas somam uma capacidade de 1.650 MW. As centrais de carvão da Viesgo ficaram excluídas da transição.

Os ciclos combinados de gás têm um papel chave na transição energética. Do mesmo modo, as instalações hidroelétricas são uma fonte renovável e eficiente de geração elétrica e cumprem a função de armazenamento de energia utilizável em momentos de défice de outras fontes renováveis. Além disso, com a operação, a Repsol melhora a eficiência do seu consumo energético, principal custo das suas cinco grandes instalações industriais em Espanha.

A Repsol passa a ser um ator relevante no mercado de eletricidade espanhol, com uma capacidade total instalada de 2.950 MW (2.350 MW procedentes desta operação, mais 600 MW das suas atuais plantas de cogeração).

Além disto, a empresa aumenta significativamente a sua presença no setor do retalho de gás e eletricidade de Espanha, com uma quota de mercado superior ao 2% e cerca de 750.000 clientes, o que se traduz num avanço muito importante no cumprimento dos seus objetivos de alcançar em 2025 uma participação no mercado de retalho de gás e eletricidade 5% superior e 2,5 milhões de clientes.

Graças a este acordo, a Repsol reforça a sua posição como fornecedor de multi-energia e incorpora ativos não regulados, entre os quais se encontram, instalações modernas e eficientes de geração hidráulica e ciclos combinados de gás. Espera-se que a operação tenha efeitos económicos desde 1 de janeiro de 2018 e que seja completada no quarto trimestre do ano, uma vez que se tenham recebido as autorizações de regulação necessárias.

Impulsionar a transição energética

Na recente atualização do seu Plano Estratégico, a Repsol antecipou-se às grandes tendências, como o aumento da procura de eletricidade e o papel chave do gás na transição energética, e estabeleceu objetivos ambiciosos quanto à sua participação no mercado, com base no desenvolvimento do gás e da geração de baixas emissões.

Os investimentos neste âmbito, entre os quais se inclui esta operação, serão de 2.500 milhões de euros entre 2018 e 2020, com o objetivo de alcançar 2,5 milhões de clientes do retalho de gás e eletricidade em Espanha em 2025, com uma quota de mercado 5% superior e uma capacidade de geração de baixas emissões por volta de 4.500 MW.