Consumidores devem estar mais informados sobre o modo como funcionam as embalagens de cartão para alimentos líquidos

Consumidores devem estar mais informados sobre o modo como funcionam as embalagens de cartão para alimentos líquidos

Categoria Ambiente, Resíduos

Debater as oportunidades de melhoria na eficiência da recolha e tratamento de embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) e perceber qual a relação dos consumidores com este tipo de embalagens foi o objetivo do webinar “Melhor Desempenho, Mais Reciclagem”, promovido, esta quinta-feira, 24 de junho, pela Tetra Pak e a Sociedade Ponto Verde (SPV).

No tema sobre “As embalagens ECAL”, Ingrid Falcão, Sustainability Manager da Tetra Pak Ibéria,  destacou que “em 2020, atingimos uma taxa de reciclagem de cerca de 30% e, por isso, pretendemos aumentar estes resultados para 60%, até 2025. A nossa ambição é conseguir desenvolver embalagens para alimentos unicamente feitas por materiais renováveis ou reciclados de origem responsável, totalmente recicláveis e neutras em emissões de carbono”.

Por seu turno, João Letras, diretor de Gestão de Resíduos da SPV, realçou que “existe um grande potencial de crescimento face àquilo que está a ser encaminhado para a reciclagem e que é de fazer notar que o estrangulamento do processo, neste momento, não se encontra na indústria de reciclagem, nem nos parceiros ou nos SGRU, mas sim no próprio consumidor sendo, por isso, essencial continuar a trabalhar de forma a garantir que mais portugueses separam mais e melhor este tipo de embalagem, que é tão fácil de separar. É também fundamental assegurar um bom controlo na triagem municipal para evitar que haja ECAL perdida noutras frações de material e minimizar essas perdas, concentrando a ECAL no sítio certo, para que a reciclagem ocorra da melhor forma possível”.

Numa nota divulgada à imprensa pela Tetra Pak, pode ler-se que ao longo do webinar foram partilhados por Teresa Cortes, coordenadora de Marketing e Comunicação da SPV, dados sobre os comportamentos dos portugueses em relação a este tipo de embalagens. “O período de confinamento veio contribuir para o aumento da reciclagem em casa dos portugueses, e, consequentemente, para o aumento da recolha deste tipo de embalagens”, assegura a responsável, acrescentando que, “a SPV lançou também uma iconografia adicional àquela que já era conhecida: pictograma para colocar no ecoponto amarelo, indicando agora o que fazer às outras componente destas embalagens”. Com esta ação, “procurámos também harmonizar a sinalética colocada nos ecopontos, em parceria com os Sistemas de Gestão de Resíduos e Embalagens, de forma a garantir harmonização de mensagem, evitando a desmotivação dos consumidores, por falta de conhecimento”, refere. Para a coordenadora de Marketing e Comunicação da SPV, “são estes os níveis de comunicação que devem existir de forma a trazer ao consumidor um maior nível de informação e transparência, quanto ao modo como funcionam estas embalagens e quanto ao papel que ele pode vir a ter neste processo”.

No final da sessão, Ingrid Falcão, aproveitou para relembrar os SGRU do desafio proposto na primeira edição do Concurso “Melhor Desempenho, Mais Reciclagem”, enfatizando a importância de “trabalhar a temática da reciclagem e aumentar a participação da população nesse sentido, enquanto, em simultâneo, contribuem para uma ação de caráter social junto de uma associação à sua escolha”, reforçando ainda que, para isso acontecer, “é necessário que todas as entidades unam esforços em prol de objetivos comuns, tais como, o aumento das taxas de reciclagem das ECAL, a diminuição da pegada ambiental e, consequentemente, a incrementação de novos hábitos de reciclagem junto dos consumidores”.