• Últimas Edições
  • Ambitur
01/01/2026
Ambiente Magazine
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Ambiente
    • Todos
    • Águas
    • Energia
    • Florestas
    • Resíduos
    Centro PINUS dedica visita de campo à “Gestão de pinheiro-bravo”

    Défice de madeira de pinho mantém-se elevado, destaca 10.ª edição “Indicadores da Fileira do Pinho”

    Energia e Recursos Naturais: Principal obstáculo à descarbonização das empresas é disposição dos clientes para pagar custos adicionais

    GreenYellow antecipa futuro do setor energético em 2026: um ano marcado pela inovação

    ENNO inicia distribuição de eletricidade no Grande Porto

    ENNO inicia distribuição de eletricidade no Grande Porto

    Prio inaugura o primeiro coletor de óleos usados

    Prio alerta que apenas 10% dos óleos alimentares usados são reciclados

    Atenção: Não há recolha de resíduos em Sintra no dia 1 de janeiro

    Atenção: Não há recolha de resíduos em Sintra no dia 1 de janeiro

    Guimarães não vai aumentar tarifas de resíduos urbanos em 2026

    Guimarães não vai aumentar tarifas de resíduos urbanos em 2026

    • Águas
    • Energia
    • Florestas
    • Resíduos
  • Atualidade
    • Todos
    • Alterações Climáticas
    • Mar e Agricultura
    • Ordenamento de Território
    • Política Ambiental
    • Reportagem
    Presidente de Alcácer do Sal apresenta preocupações ambientais ao Governo

    Presidente de Alcácer do Sal apresenta preocupações ambientais ao Governo

    APA investe 450 mil euros na reabilitação fluvial em Águeda e Albergaria-a-Velha

    APA investe 450 mil euros na reabilitação fluvial em Águeda e Albergaria-a-Velha

    Estudo determina que a população portuguesa desconhece realidade agrícola

    Ministério da Agricultura celebra protocolo com confederações no valor anual de 7M€

    Cientistas descobrem bactérias no oceano que ajudam a regular o clima

    Programa United Nations – Portugal Ocean Fellowship distinguido em prémio internacional

    Regulador deixa futuro incerto à REN

    REN com classificação máxima do CDP no combate às alterações climáticas

    Dinamarca: o primeiro país que, por lei, só terá agricultura biológica

    Comissão Europeia reforça competitividade do setor agroalimentar com menos burocracia e mais apoio

    • Política Ambiental
    • Ordenamento de Território
    • Mar e Agricultura
    • Alterações Climáticas
  • Advisor
    • Todos
    • Agenda
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Formação
    • Investigação
    • Opinião
    NOS está entre as empresas mais sustentáveis do mundo

    NOS alcança 75 pontos no índice internacional de referência em sustentabilidade e ESG

    Tratolixo: Prioridade à sensibilização ambiental e à responsabilidade social

    Tratolixo encerra 2025 com marco histórico de 500 mil toneladas de resíduos recebidas para tratamento

    Repsol tem nova estação de serviço em Portugal que usa combustíveis 100% renováveis

    Repsol atinge 1.500 estações de serviço com Diesel Nexa 100% renovável em Portugal e Espanha

    Plenergy atinge 10 estações em Portugal com nova abertura em Abrantes

    Plenergy atinge 10 estações em Portugal com nova abertura em Abrantes

    Guimarães “Desporto Carbono Zero” convoca 55 clubes do concelho

    Guimarães acolhe Fórum Europeu de Resiliência Urbana em junho de 2026

    Moeve entra em 2026 com 500 postos transformados (após rebranding da antiga Cepsa)

    Moeve entra em 2026 com 500 postos transformados (após rebranding da antiga Cepsa)

    • Entrevistas
    • Opinião
    • Investigação
    • Formação
    • Agenda
  • Sensibilização
    • Todos
    • Biodiversidade
    • Educação Ambiental
    • Iniciativas
    Electrão procura novos “big changers” que queiram salvar o planeta

    Electrão lança campanha “atrasados ambientais” como choque de realidade

    A Ambiente Magazine deseja um Feliz Natal!

    A Ambiente Magazine deseja um Feliz Natal!

    Zoomarine renova certificação de bem-estar animal pelo oitavo ano consecutivo

    Zoomarine renova certificação de bem-estar animal pelo oitavo ano consecutivo

    Porto Ambiente prepara operação especial para a quadra natalícia

    Porto Ambiente prepara operação especial para a quadra natalícia

    Quercus lança novo livro “Raízes do Futuro”

    Quercus lança novo livro “Raízes do Futuro”

    “Vamos lixar o lixo”: campanha da APA alerta que Portugal não separa 1,3 milhões de toneladas de restos comida por ano

    “Vamos lixar o lixo”: campanha da APA alerta que Portugal não separa 1,3 milhões de toneladas de restos comida por ano

    • Educação Ambiental
    • Biodiversidade
    • Iniciativas
  • Tendências
    • Todos
    • Espaços Verdes
    • Seja Ecológico
    • Sustentabilidade
    • Urbanismo
    Peugeot E-5008 eleito melhor SUV/Crossover elétrico de 2025

    Peugeot E-5008 eleito melhor SUV/Crossover elétrico de 2025

    Área de Serviço de Oeiras na A5 já tem novo hub de supercarregadores elétricos

    Área de Serviço de Oeiras na A5 já tem novo hub de supercarregadores elétricos

    Torres Vedras conquista Bandeira Verde ECOXXI 2025

    Torres Vedras conquista Bandeira Verde ECOXXI 2025

    Materiais representam 91% das emissões totais da indústria da moda, diz estudo

    Sustentabilidade ambiental já “manda” em mais de 2.500 empresas têxteis e de vestuário

    Guimarães quer descarbonizar logística do Mercado Municipal

    Guimarães quer descarbonizar logística do Mercado Municipal

    Iberdrola | bp pulse já conta com mais de 290 pontos de carregamento rápido e ultrarrápido em Portugal

    Iberdrola | bp pulse duplica rede de carregamento elétrico num ano e supera os 2.000 pontos

    • Espaços Verdes
    • Seja Ecológico
    • Sustentabilidade
    • Urbanismo
  • AniversárioAmbienteMagazine
Ambiente Magazine
  • Ambiente
    • Todos
    • Águas
    • Energia
    • Florestas
    • Resíduos
    Centro PINUS dedica visita de campo à “Gestão de pinheiro-bravo”

    Défice de madeira de pinho mantém-se elevado, destaca 10.ª edição “Indicadores da Fileira do Pinho”

    Energia e Recursos Naturais: Principal obstáculo à descarbonização das empresas é disposição dos clientes para pagar custos adicionais

    GreenYellow antecipa futuro do setor energético em 2026: um ano marcado pela inovação

    ENNO inicia distribuição de eletricidade no Grande Porto

    ENNO inicia distribuição de eletricidade no Grande Porto

    Prio inaugura o primeiro coletor de óleos usados

    Prio alerta que apenas 10% dos óleos alimentares usados são reciclados

    Atenção: Não há recolha de resíduos em Sintra no dia 1 de janeiro

    Atenção: Não há recolha de resíduos em Sintra no dia 1 de janeiro

    Guimarães não vai aumentar tarifas de resíduos urbanos em 2026

    Guimarães não vai aumentar tarifas de resíduos urbanos em 2026

    • Águas
    • Energia
    • Florestas
    • Resíduos
  • Atualidade
    • Todos
    • Alterações Climáticas
    • Mar e Agricultura
    • Ordenamento de Território
    • Política Ambiental
    • Reportagem
    Presidente de Alcácer do Sal apresenta preocupações ambientais ao Governo

    Presidente de Alcácer do Sal apresenta preocupações ambientais ao Governo

    APA investe 450 mil euros na reabilitação fluvial em Águeda e Albergaria-a-Velha

    APA investe 450 mil euros na reabilitação fluvial em Águeda e Albergaria-a-Velha

    Estudo determina que a população portuguesa desconhece realidade agrícola

    Ministério da Agricultura celebra protocolo com confederações no valor anual de 7M€

    Cientistas descobrem bactérias no oceano que ajudam a regular o clima

    Programa United Nations – Portugal Ocean Fellowship distinguido em prémio internacional

    Regulador deixa futuro incerto à REN

    REN com classificação máxima do CDP no combate às alterações climáticas

    Dinamarca: o primeiro país que, por lei, só terá agricultura biológica

    Comissão Europeia reforça competitividade do setor agroalimentar com menos burocracia e mais apoio

    • Política Ambiental
    • Ordenamento de Território
    • Mar e Agricultura
    • Alterações Climáticas
  • Advisor
    • Todos
    • Agenda
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Formação
    • Investigação
    • Opinião
    NOS está entre as empresas mais sustentáveis do mundo

    NOS alcança 75 pontos no índice internacional de referência em sustentabilidade e ESG

    Tratolixo: Prioridade à sensibilização ambiental e à responsabilidade social

    Tratolixo encerra 2025 com marco histórico de 500 mil toneladas de resíduos recebidas para tratamento

    Repsol tem nova estação de serviço em Portugal que usa combustíveis 100% renováveis

    Repsol atinge 1.500 estações de serviço com Diesel Nexa 100% renovável em Portugal e Espanha

    Plenergy atinge 10 estações em Portugal com nova abertura em Abrantes

    Plenergy atinge 10 estações em Portugal com nova abertura em Abrantes

    Guimarães “Desporto Carbono Zero” convoca 55 clubes do concelho

    Guimarães acolhe Fórum Europeu de Resiliência Urbana em junho de 2026

    Moeve entra em 2026 com 500 postos transformados (após rebranding da antiga Cepsa)

    Moeve entra em 2026 com 500 postos transformados (após rebranding da antiga Cepsa)

    • Entrevistas
    • Opinião
    • Investigação
    • Formação
    • Agenda
  • Sensibilização
    • Todos
    • Biodiversidade
    • Educação Ambiental
    • Iniciativas
    Electrão procura novos “big changers” que queiram salvar o planeta

    Electrão lança campanha “atrasados ambientais” como choque de realidade

    A Ambiente Magazine deseja um Feliz Natal!

    A Ambiente Magazine deseja um Feliz Natal!

    Zoomarine renova certificação de bem-estar animal pelo oitavo ano consecutivo

    Zoomarine renova certificação de bem-estar animal pelo oitavo ano consecutivo

    Porto Ambiente prepara operação especial para a quadra natalícia

    Porto Ambiente prepara operação especial para a quadra natalícia

    Quercus lança novo livro “Raízes do Futuro”

    Quercus lança novo livro “Raízes do Futuro”

    “Vamos lixar o lixo”: campanha da APA alerta que Portugal não separa 1,3 milhões de toneladas de restos comida por ano

    “Vamos lixar o lixo”: campanha da APA alerta que Portugal não separa 1,3 milhões de toneladas de restos comida por ano

    • Educação Ambiental
    • Biodiversidade
    • Iniciativas
  • Tendências
    • Todos
    • Espaços Verdes
    • Seja Ecológico
    • Sustentabilidade
    • Urbanismo
    Peugeot E-5008 eleito melhor SUV/Crossover elétrico de 2025

    Peugeot E-5008 eleito melhor SUV/Crossover elétrico de 2025

    Área de Serviço de Oeiras na A5 já tem novo hub de supercarregadores elétricos

    Área de Serviço de Oeiras na A5 já tem novo hub de supercarregadores elétricos

    Torres Vedras conquista Bandeira Verde ECOXXI 2025

    Torres Vedras conquista Bandeira Verde ECOXXI 2025

    Materiais representam 91% das emissões totais da indústria da moda, diz estudo

    Sustentabilidade ambiental já “manda” em mais de 2.500 empresas têxteis e de vestuário

    Guimarães quer descarbonizar logística do Mercado Municipal

    Guimarães quer descarbonizar logística do Mercado Municipal

    Iberdrola | bp pulse já conta com mais de 290 pontos de carregamento rápido e ultrarrápido em Portugal

    Iberdrola | bp pulse duplica rede de carregamento elétrico num ano e supera os 2.000 pontos

    • Espaços Verdes
    • Seja Ecológico
    • Sustentabilidade
    • Urbanismo
  • AniversárioAmbienteMagazine
Sem resultado
Ver todos os resultados
Ambiente Magazine
Home Advisor

“Estamos ao nível dos melhores nos resíduos e nas águas”

por Inês Gromicho
8 de Fevereiro, 2019
em Advisor, Destaque_Newsletter, Entrevistas
Tempo de leitura: 11 minutos
Guardar PDFImprimir

O novo presidente da Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente, Eduardo Marques, esteve à conversa com a Ambiente Magazine, e não hesitou em afirmar que a principal missão da AEPSA é contribuir para a sustentabilidade das empresas associadas, mas também para o desenvolvimento sustentável, ambiental e económico do nosso País. Na área das Águas, Eduardo Marques assume que a eficácia é possível com uma boa gestão. Já nos Resíduos, reconhece que Portugal tem a capacidade técnica instalada e as infraestruturas necessárias para um excelente desempenho nas várias áreas dos resíduos: recolha, tratamento e reciclagem.

Qual o enquadramento e objetivos da AEPSA hoje? Mantém as linhas mestras aquando da sua criação?
A AEPSA é uma associação que nasceu de empresas privadas do setor da água e, desde 2012, congrega também as empresas privadas do setor dos resíduos. Tem havido uma evolução na abrangência da associação, com um aumento significativo de associados e com uma visão mais integrada e abrangente na área do ambiente. Todos os nossos associados são empresas do setor do ambiente.

Qual a missão da AEPSA e evolução nas suas várias áreas de atividade?
O setor ambiente é fundamental para o futuro e para o presente, mas cada vez mais para o presente. Sentimos que as alterações climáticas já estão cá (no presente) e tudo o que tem a ver com o ambiente e com a sua sustentabilidade é fundamental para as gerações presentes e vindouras. A nossa principal missão é obviamente contribuir para a sustentabilidade das nossas empresas, mas também contribuir para o desenvolvimento sustentável ambiental e económico do nosso país.

Qual deve ser então o papel da AEPSA na sociedade?
A AEPSA tem estado sempre na linha da frente ao contribuir para a legislação ser adequadamente revista para os desafios constantes e exigentes do setor. Até porque somos um país em que há muita legislação na área do ambiente. Felizmente, a AEPSA tem sido normalmente chamada para contribuir ativa e proativamente para a evolução desta legislação.

Que desafios/oportunidades existem para esse desígnio?
Diria que há muitos desafios e oportunidades. E quanto maior são as ameaças, maiores os desafios. É preciso ter capacidade para saber lidar com eles. A economia não pode ser apenas o fator preponderante, mas temos que ter a consciência de que, se as empresas não forem sustentáveis, não pode haver negócio. Quando se trata de uma empresa privada, não é errado procurar ter lucro justo, porque se não tiver o lucro mínimo, fecha porque entrou em insolvência. Mas, quando uma empresa pública está a dar prejuízo, não é sustentável ou é ineficiente, somos nós todos que pagamos. É por isso que achamos que deveria haver mais oportunidade para os privados poderem mostrar aquilo que efetivamente têm a capacidade de implementar, conforme inequivocamente demonstrado nas muitas provas dadas.

A AEPSA conta com um novo Conselho Diretivo. O que o levou o liderar este projeto?
Por gosto pessoal, eu gosto de desafios desde sempre. Por outro lado, já estava na direção da AEPSA no anterior mandato e já tinha conhecimento dos problemas. A associação não é constituída por pessoas mas sim por empresas. Eu represento uma empresa e todos nós na direção representamos empresas. No meu caso, é a Indaqua, que sempre esteve na direção da AEPSA e já tinha tido dois presidentes.

Quais as metas e objetivos deste mandato?
Queremos contribuir para o desenvolvimento das nossas empresas. Há um conjunto de preocupações quer da água, quer dos resíduos em legislação muito específica. Por exemplo, na água, há certos tipos de situações que podem bloquear o crescimento das nossas empresas. Nós, enquanto AEPSA, esperamos contribuir para que essa legislação, por um lado, contribua para o desenvolvimento das empresas e, por outro lado, para o desenvolvimento ambiental e sustentável do País. Queremos uma legislação harmoniosa e concertada até porque as nossas empresas têm muito know how adquirido e muita capacitação para poder contribuir para o desenvolvimento do país, bem como grande capacidade de investimento, logo que sejam criadas as condições para isso.

Quais as questões críticas que a AEPSA pretende continuar?
É muito importante dinamizar o setor privado. Tem-se assistido a uma certa estagnação, em algumas áreas de negócios direcionadas para o setor privado. Continua a haver demasiada intervenção do setor público. O que sentimos é que todos somos poucos para contribuir para o que é necessário para o país. É preciso criar condições para que as empresas privadas, que têm capacitação e capacidade de investimento, possam, de uma forma transparente em concursos públicos, atuar de uma forma ativa nas várias áreas, quer das águas, quer dos resíduos. O que está a acontecer é que, muitas vezes, por preconceitos ou legislação menos adequada, há falta de concursos e não um progresso da atividade dos privados. As políticas têm estado sistematicamente mais direcionadas para o público do que para o privado.

Águas: A eficiência hídrica é prioritária

O setor das águas, nos anos mais recentes, tem assistido a um discurso político/ técnico que incide em abordagens integradas. O que isto significa e como se podem operacionalizar?
O anterior Governo optou por uma integração das empresas gestoras em alta das Águas de Portugal e este Governo, quando iniciou funções, optou por desagregar esses sistemas. Tem sido um desiderato deste Governo, a integração de sistemas municipais em baixa. Eu diria que é, do ponto de vista conceptual, algo que faz sentido, por princípio a escala permite mais eficiência. Mas a integração, por si só, não é necessária nem suficiente. O que fará sentido é que, depois da integração, se veja qual o sistema de gestão mais adequado para aquele conjunto de municípios.

O que tem sido potenciado, pelo próprio Governo, é fazer parcerias entre os municípios agregados com as Águas de Portugal. A legislação portuguesa permite fazer uma PPP (parceria público-pública). Nós somos totalmente contra essa solução porque não promove a concorrência. É por decreto que aqueles municípios vão começar a ser geridos por uma entidade que é maioritariamente detida pelas Águas de Portugal. Os municípios deixam de ter qualquer capacidade de intervenção na gestão dessas PPP’s. Integração nada contra, o que entendemos é que depois deve ser promovida a concorrência.

Eficiência é sinónimo de eficácia no setor da água?
Eficiência e eficácia são por vezes sinónimos mas diferentes. Gostaria de falar, por exemplo, na eficiência hídrica, porque é um dos aspetos transversais relacionados com as próprias alterações climáticas. A eficiência hídrica das entidades gestoras, isto é procurar ter sistemas com reduzidas perdas de água, atendendo às alterações climáticas, é prioritária e deve preocupar todos os decisores e stakeholders do setor. Normalmente há uma tendência natural, que é apelar à poupança. Obviamente que se há falta de água temos que poupar, mas não é seguramente o meio mais eficaz.

O sistema em alta injeta nos reservatórios um volume de água, que é comprada pela entidade em baixa, que depois vai distribuir aos consumidores finais. Há um indicador do regulador que diz que, em média, em Portugal, 30% da água que entra nos sistemas em baixa não é vendida aos utilizadores, quer dizer que é perdida pelos ramais, condutas e reservatórios. O conjunto de empresas privadas concessionárias de serviços de água tem perdas de água em média da ordem dos 15%,de acordo com os dados publicados pelo regulador. Quer dizer que têm uma eficiência muito superior à média nacional. Chega-se à conclusão que se conseguirmos, e é possível, passar a média nacional as perdas de água de 30% para os 15%, que o setor privado já conseguiu, conseguimos ter uma poupança direta de mais de 100 milhões de euros por ano.

Havendo um esforço de eficiência nas várias entidades gestoras a nível do país, eu diria que entre três a cinco anos é possível, se houver vontade para isso, ter essa poupança anual. Com 100 milhões de euros podemos, por exemplo, reduzir em média cerca de 20% as tarifas. Mas mais importante que isso, permite ter capacidade financeira para se fazer muito daquilo que queremos fazer no setor e que neste momento não há apetência para isso por não haver capacidade financeira.

Há um aspeto que ainda não é muito abordado, que tem a ver com a reabilitação das condutas. As condutas podem durar, em média, entre 40 a 50 anos, mas é necessário programar a sua reabilitação. Isto é um problema transversal na Europa. Nós tivemos vários quadros comunitários que injetaram no nosso país grandes quantidades de dinheiro e foram investidos cerca de 10 mil milhões de euros no setor. Nos últimos 20 anos, conseguiu-se dar um passo de gigante na infraestruturação geral do país: reservatórios, redes de saneamento e estações de tratamento de esgotos. Mas daqui a 20 anos vai ser preciso renovar essas redes. É preciso pensar na renovação atempada a curto, médio e longo prazo. Claro que este tipo de investimentos para um político normalmente não interessa. É preciso consciencializar todos os stakeholders do setor de que é preciso começar a cativar verbas, pensar bem no futuro para se ir renovando e reabilitando as redes atempadamente.

Acresce, tendo em conta os indicadores publicados pelo regulador, que, de facto, a eficácia é possível com uma boa gestão, como é feita pelas empresas privadas.

Para onde aponta o caminho: mais água ou melhor governança?
A água é a mesma que existia há mil anos atrás. É o chamado ciclo da água. A água é um bem finito e estável. Temos que o tratar bem e estamos a tratá-lo muito mal, a todos os níveis. O essencial é a melhor utilização dos recursos. Tem de haver uma boa gestão dos recursos hídricos.

Quais as prioridades na política da água em Portugal?
É prioritário manter a capacitação das empresas portuguesas, que são reconhecidas lá fora porque ganharam capacitação em projetos no mercado nacional. É preciso que o setor em Portugal não fique estagnado, como está, por exemplo a nível de concessões privadas. É preciso continuar a criar os recursos humanos com conhecimento e know how que permitam fazer cá dentro e exportar para fora.

As empresas privadas do setor da água, essencialmente as concessionárias, investiram em Portugal cerca de 1000 milhões de euros em infraestruturas, fazia parte dos seus planos de investimento constantes nos contratos. E a generalidade não teve recurso a fundos europeus. Acresce que nos últimos anos, grande parte das empresas foram adquiridas por capitais estrangeiros. Estou em condições de dizer que estas empresas têm a total disponibilidade e interesse em investir mais 1000 milhões de euros num futuro próximo, se for preciso. Esses investimentos no setor da água são investimentos intensivos, com retorno em 20 anos. Tem que haver uma previsibilidade legislativa e regulatória que permita, quer aos bancos, quer aos acionistas, fazer esses investimentos.

Para isso há um conjunto de documentos que são extremamente importantes. Um é o Regulamento Tarifário dos Serviços de Água; é uma obrigação do regulador publicar um regulamento tarifário dos serviços de água, da mesma maneira que publicou um Regulamento Tarifário dos Resíduos, e efetivamente não correu, no nosso ponto de vista, da melhor forma. O regulador, através do regulamento tarifário, tem a capacidade de definir tarifas. Para as concessionárias atuais de serviços de águas este tipo de modelo regulatório, que é o estabelecido para o setor dos resíduos (Modelo Regulatório de Proveitos Permitidos) não é aplicável, conforme referido pelo próprio Regulador, porque existe um contrato entre uma Câmara e uma empresa privada, isto é a regulação económica é feita através da verificação do estabelecido contratualmente.

Atualmente está em cima da mesa a discussão do regulamento tarifário dos serviços de águas. Temos procurado, mas sem sucesso, colaborar nesse processo e não sabemos o que aí vem. Entendemos que deverá ser um regulamento adequado ao setor privado das concessões, que é um setor onde tem de ser promovida a concorrência em concursos públicos. Não é possível, conforme está acontecer na setor dos resíduos, vir o regulador, passados alguns anos, definir uma tarifa. É imprescindível haver estabilidade e previsibilidade tarifária, senão não há nenhum banco que financie um negócio, se uma entidade externa ao Contrato (neste caso o Regulador) de uma forma imprevisível e não prevista no Contrato tenha a capacidade de interferir em aspetos tão sensíveis como é a fixação das tarifas e dos investimentos. Não sabemos qual o modelo regulatório que virá a ser proposto para futuras concessões, mas uma coisa é certa, se porventura for um regulamento baseado no Modelo regulatório de Proveitos Permitidos, como o regulamento que está nos resíduos, não há condições para haver futuros concursos de concessão, com evidente prejuízo para o setor.

A segunda preocupação é a revisão do Decreto-lei 194, que rege as concessões dos serviços de água em Portugal.

Outro aspeto é um novo modelo de contratos de concessão ou de concursos de contratos de concessão. É algo que está para ser publicado, estamos empenhados e vamos contribuir para criar algo que seja sustentável. Um modelo de concessão é aquele que melhor serve os utilizadores. O que defendemos é um modelo de concessão perfeitamente atualizado, com a matriz de risco bem definida para ambas as partes, definição exaustiva dos investimentos, a rentabilidade, os objetivos a atingir e, se não forem atingidos, quais as penalidades. Os privados querem rentabilidades normais no mercado, mas de uma forma sustentada e previsível.

Há uma consciencialização de todos os atores sobre estas matérias?
Não, infelizmente não. Acho que há um desconhecimento muito grande em muitos stakeholders.

Resíduos: “Portugal está bem”

Depois de anos numa aparente evolução neste domínio, como consideram o atual panorama do país ao nível dos resíduos?
Efetivamente, Portugal tem o conhecimento técnico, a capacidade técnica instalada e as infraestruturas necessárias para as várias áreas dos resíduos: da recolha, do tratamento e da reciclagem. Em todos os aspetos, Portugal está bem, com a tecnologia e o conhecimento adquirido. Estamos ao nível dos melhores nos resíduos. Para além deste conhecimento e infraestruturas, temos a capacidade de exportar serviços. Como por exemplo, importar resíduos perigosos e tratá-los cá. Podemos fazer concorrência aos países teoricamente mais desenvolvidos na Europa. Temos as infraestruturas necessárias para transformar os resíduos perigosos em resíduos normais.

O que é preciso é saber criar as condições para que isto não se altere e, muitas vezes, faz-se uma coisa que não se deve fazer: colocar os resíduos urbanos onde devem ser resíduos de outra natureza, ou vice-versa. Se eu, enquanto privado, dimensionei um sistema para tratamento de um determinado tipo de resíduo, com uma perspetiva de quantidades de resíduos que iam ser tratados e se estes resíduos estão a ser canalizados para outros sistemas que não estão preparados, o meu sistema pode deixar de ter capacidade de funcionar, porque não é sustentável.

No panorama atual nacional qual deve ser a estratégia a seguir?
Um dos aspetos que consideramos determinantes para resolver os desafios existentes é a chamada TGR (Taxa Geral de Resíduos). Essa taxa deve corresponder a algo de incentivador para as boas práticas e desincentivador para as más práticas. Temos um documento que recentemente entregámos à secretaria de Estado com a nossa proposta, e estamos confiantes de que vamos ser ouvidos porque isto é uma questão de bem nacional.

Estamos a caminhar para 2020, as metas de reciclagem serão alcançadas?
Infelizmente não. Tem que se pensar em vários aspetos. Um passa pela sensibilização geral das pessoas. Não tenho dúvidas que as gerações mais novas estão mais sensíveis. Agora, tem que haver um esforço muito grande para além da sensibilização para aumentar a reciclagem. Começando mesmo pelo porta-a-porta. É fundamental
que haja um esforço grande na separação dos resíduos: do plástico, do cartão, do vidro e dos indiferenciados, e tem de começar nas nossas casas.

O que esperam do último ano do mandato deste Governo ao nível ambiental?
Como o Ambiente é um setor que, felizmente, cada vez está a ser mais considerado, porque de facto é vital para todos nós, estamos convictos de que vai haver legislação adequada que, em parte ou no todo, possa contribuir para termos um ambiente mais sustentável.

Etiquetas: AEPSAáguasresíduos
PartilhaTweetPartilhaEnviar
Artigo anterior

Schneider Electric parceira da STI Norland para garantir rendimento e fiabilidade do seguidor solar centralizado

Artigo seguinte

Raia bebé é a nova inquilina do SEA LIFE Porto

Artigos Relacionados

NOS está entre as empresas mais sustentáveis do mundo
Empresas

NOS alcança 75 pontos no índice internacional de referência em sustentabilidade e ESG

A NOS alcançou 75 pontos no S&P Global Corporate Sustainability Assessment (CSA) 2025, registando o melhor resultado de sempre neste índice...

30 de Dezembro, 2025
16
Centro PINUS dedica visita de campo à “Gestão de pinheiro-bravo”
Florestas

Défice de madeira de pinho mantém-se elevado, destaca 10.ª edição “Indicadores da Fileira do Pinho”

A edição mais recente dos "Indicadores da Fileira do Pinho", disponibilizada pelo Centro PINUS, destaca a vitalidade e capacidade de...

30 de Dezembro, 2025
16
Tratolixo: Prioridade à sensibilização ambiental e à responsabilidade social
Empresas

Tratolixo encerra 2025 com marco histórico de 500 mil toneladas de resíduos recebidas para tratamento

O ano de 2025 deixa uma marca histórica para a TRATOLIXO, visto que, pela primeira vez, a empresa vai ultrapassar...

30 de Dezembro, 2025
50

Populares

  • Governo da “luz verde” à contratação de 58 trabalhadores para o Metropolitano de Lisboa

    Linha Violeta do Metro de Lisboa foi aprovada

    0 partilhas
    Partilha 0 Tweet 0
  • Cientistas portugueses descobrem molécula capaz de transformar CO2 em combustível

    0 partilhas
    Partilha 0 Tweet 0
  • Novo ZERO Diesel da PRIO é 100% energia renovável

    0 partilhas
    Partilha 0 Tweet 0

Subscrever a nossa newsletter

Enviámos-lhe um e-mail! Veja na sua caixa de correio ou na pasta de spam como confirmar a sua subscrição.

Siga-nos nas redes sociais

Notícias by Ambitur

Albufeira arranca 2026 com uma viagem à época medieval
30 Dezembro 2025
Albufeira arranca 2026 com uma viagem à época medieval
“Queremos afirmar a Madeira como destino de qualidade, consciente e inspirador”
30 Dezembro 2025
“Queremos afirmar a Madeira como destino de qualidade, consciente e inspirador”
6 tendências de viagem para 2026, segundo a MSC Cruzeiros
30 Dezembro 2025
6 tendências de viagem para 2026, segundo a MSC Cruzeiros
AHRESP: Alojamentos turísticos preveem taxas de ocupação acima dos 70% na Passagem de Ano, mas setor da restauração receia quebras
30 Dezembro 2025
AHRESP: Alojamentos turísticos preveem taxas de ocupação acima dos 70% na Passagem de Ano, mas setor da restauração receia quebras

Últimas Edições

Ambiente Magazine

© 2015 - 2025 Ambitur | Todos os direitos reservados. Powered by DCC

 

  • Estatuto Editorial
  • Contacte-nos
  • RGPD

Siga-nos

Usamos cookies para lhe oferecer uma experiência mais relevante, lembrando as suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar “Aceito”, consente a utilização de todos os Cookies. Pode, no entanto, visitar "Preferências de Cookies" para um consentimento mais controlado.
Preferências de CookiesAceitar todos

Preferências de Cookies

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessárias
Sempre activado
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o bom funcionamento do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, anonimamente.
Funcionais
Os cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site nas redes sociais, receber feedbacks e outros recursos de terceiros.
Desempenho
Os cookies de desempenho são usados ​​para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência aos visitantes.
Analítico
Os cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Teste cookies ajudam a fornecer informações sobre o número de visitantes, taxa de rejeição, origem de tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam os visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados ​​e ainda não foram classificados em uma categoria.
GUARDAR E ACEITAR
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Ambiente
    • Águas
    • Energia
    • Florestas
    • Resíduos
  • Atualidade
    • Política Ambiental
    • Ordenamento de Território
    • Mar e Agricultura
    • Alterações Climáticas
  • Advisor
    • Entrevistas
    • Opinião
    • Investigação
    • Formação
    • Agenda
  • Sensibilização
    • Educação Ambiental
    • Biodiversidade
    • Iniciativas
  • Tendências
    • Espaços Verdes
    • Seja Ecológico
    • Sustentabilidade
    • Urbanismo
  • AniversárioAmbienteMagazine

© 2015 - 2025 Ambitur | Todos os direitos reservados. Powered by DCC